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França/ Brasil

Dilma passa primeiro dia em Paris no hotel e almoça com Lula

A presidente Dilma Rousseff, que realiza visita de Estado à França, almoçou nesta segunda-feira com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no hotel Bristol, onde está hospedada.
A presidente Dilma Rousseff, que realiza visita de Estado à França, almoçou nesta segunda-feira com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no hotel Bristol, onde está hospedada. Roberto Stuckert Filho/PR

A presidente brasileira Dilma Rousseff, que está na França em visita de Estado, almoçou nesta segunda-feira com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Hotel Bristol, em Paris. Os dois participam a partir dessa terça-feira do Fórum pelo Progresso Social. O evento, que tem como tema “o crescimento como saída para a crise”, é organizado pelo Instituto Lula e pela Fundação Jean Jaurès.

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A confirmação sobre o encontro foi dada pelo porta-voz da presidência, Thomas Traumann, a jornalistas na entrada do hotel. “O almoço foi privado. Somente os dois”, disse o representante do governo, sem dar mais informações. Dilma passou o dia no hotel e não falou com a imprensa.

A visita da presidente começa oficialmente nesta terça-feira, com uma cerimônia no monumento dos Inválidos (Invalides). Durante a tarde, Dilma e Lula voltam a se encontrar durante o Fórum pelo Progresso Social, que contará também com a participação do presidente francês François Hollande. Os dois mandatários devem discursar na abertura.

Também estarão presentes o ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega, o ministro da Economia francês, Pierre Moscovici, o ex-primeiro-ministro francês Lionel Jospin.

Cooperação

A visita de Estado será marcada por temas econômicos, de defesa e cooperação científica. O ministro brasileiro da Educação, Aloizio Mercadante, que faz parte da comitiva que acompanha a presidente Dilma, informou que serão anunciados acordos bilaterais na área de ciência, tecnologia e inovação.

Segundo o ministro, o programa Ciência sem Fronteiras, que beneficia estudantes brasileiros, deve ser ampliado. “Grandes empresas francesas vão anunciar um compromisso de vagas para os estudantes do programa”, afirmou. “Eles terão direito a fazer seis meses de curso de língua, nove meses de estágio acadêmico nos cursos respectivos e pelo menos três meses de estágio nestas empresas com a possibilidade de continuar este trabalho no Brasil”, explicou o ministro. As áreas beneficiadas serão principalmente engenharia, ciências da computação, tecnologia, saúde e ciências básicas como matemática, química e biologia. Mercadante, falou à imprensa diante do hotel Bristol, onde se hospeda com a comitiva brasileira.

Defesa

O ministro da defesa, Celso Amorim, que também acompanha a presidente Dilma, afirmou que uma cooperação entre Brasil e França, sobre um sistema de informações do Mediterrâneo está em negociação. O objetivo seria fornecer informações à fragata brasileira que comanda a força naval das Nações Unidas no Líbano, a Finul. Mas ele não quis falar sobre o espinhoso tema da compra da compra dos caças Rafale.

O governo socialista francês trabalha de maneira discreta para convencer o governo brasileiro a optar pela compra dos aviões de combate Rafale, da fabricante Dassaut, na licitação de 36 caças da Força Aérea Brasileira (FAB) em que concorrem também o F18 Super Hornet, da americana Boeing, e o Gripen, da sueca Saab. O contrato do Rafale teve o valor estimado em US$ 8,2 bilhões, a proposta mais cara entre os concorrentes.

Esta é a segunda visita de Estado de um presidente desde que Holande assumiu a presidência da França. A primeira foi a do primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, em junho deste ano.
 

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