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Brasil/França

Na França, Dilma vai defender política anti-austeridade, diz Le Monde

A presidente Dilma Rousseff.
A presidente Dilma Rousseff. REUTERS/Ueslei Marcelino

O jornal francês Le Monde, que chegou às bancas nesta segunda-feira, dedica meia página à viagem de dois dias de Dilma a Paris, lembrando que essa visita é crucial para as relações franco-brasileiras. A presidente vai reafirmar a posição brasileira junto ao governo francês de luta contra a política de austeridade imposta pela Alemanha e os mercados europeus.

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Em visita a Bruxelas em 2011, a presidente Dilma Rousseff já havia deixado claro que políticas excessivas de ajuste fiscal seriam nocivas para relançar a economia europeia. Na França, ela vai reafirmar sua posição, como fez recentemente em sua viagem à Espanha, de acordo com o Le Monde. Na ocasião, Dilma também criticou indiretamente a Alemanha, que segundo ela, "impõe soluções inadequadas contra a crise."

Para o jornal francês, Dilma e o chefe de estado francês, François Hollande, têm bons argumentos para buscarem aproximação nas questões econômicas, e demonstram uma certa afinidade de estilo -diplomaticamente, ambos são mais discretos e menos ‘demonstrativos’ que Lula e o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy. Entretanto, o discurso anti-austeridade de Dilma ainda não deu resultados, lembra o jornal, e a presidente espera que Hollande tenha a coragem de defender uma política alternativa para a Europa, como espera o Brasil. Contrário à ratificação do Tratado Europeu, Hollande acabou cedendo à pressão da crise na zona do euro, traindo uma de suas promessas de campanha.

Encontro com Raoni teria maculado imagem de Hollande

De acordo com o Le Monde, o encontro de Hollande com o cacique Raoni também não foi bem visto no Palácio do Planalto, ja que Dilma defendeu desde o início a construção da hidrelétrica de Belo Monte, como ministra das Minas e Energia do governo Lula. Além disso, continua o jornal francês, considera-se que Hollande, ao criticar a falta de diálogo entre o governo brasileiro e as autoridades indígenas, prejudicou sua imagem no país.

Mas isso são querelas secundárias: o mais importante para o Brasil, neste momento, lembra o jornal, é diversificar as parcerias econômicas, já que o crescimento da economia brasileira registrou apenas uma alta de 0,6% para o terceiro trimestre, menos da metade das previsões feitas pelos economistas. Em 2012, o Brasil, desta forma, cresceu apenas 1%. Dilma e Hollande se encontram pela nesta terça-feira em Paris no Fórum do Progresso Social, organizado pela Fundação Lula.
 

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