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Paris/protestos

Milhares vão à rua em Paris em defesa do casamento gay

Pelo menos 60 mil saíram às ruas de Paris neste domingo em defesa do casamento gay
Pelo menos 60 mil saíram às ruas de Paris neste domingo em defesa do casamento gay Letícia Constant/RFI

Milhares de pessoas foram às ruas neste domingo em Paris em defesa do projeto de lei que autoriza o casamento e a adoção entre para casais homossexuais. O texto foi apresentado no dia 7 de novembro no Conselho de Ministros e deverá ser votado na Assembleia Nacional no dia 29 de janeiro.

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Em Paris, a manifestação que reuniu associações de defesa dos direitos dos homossexuais teve início na praça da Bastilha.  De acordo com a polícia, pelo menos 60 mil pessoas participaram do cortejo, 100 mil segundo os organizadores. O objetivo, influenciar os indecisos dos partidos de esquerda, já que a adoção para casais do mesmo sexo ainda não é consenso.

A ministra da Habitação, Cécile Duflot, da coalizão Europa-Ecologia-Verdes, foi uma das únicas representante do governo a participar do cortejo, que acontece em clima festivo. O secretário nacional do PS (Partido Socialista), Harlem Désir, e o prefeito Bertrand Delanoë também participaram da passeata. Neste sábado, também houve desfiles em diversas cidades francesas. Outras manifestações também estão previstas hoje.

O texto apresentado pelo governo de François Hollande tem a oposição dos partidos de direita, e de representantes religiosos. As pesquisas mostram que cerca de 60% dos franceses são favoráveis ao casamento entre homossexuais, mas apenas 46%  defendem também o direito à adoção. Na quarta-feira, o presidente François Hollande declarou que cabia agora ao Parlamento autorizar o direito à reprodução assistida para os homossexuais. Nesse caso, o procedimento seria pago em parte pela Sécurité Sociale, órgão similar ao SUS na França, como já acontece com os casais heterossexuais.

No dia 17 de novembro, uma manifestação contra a lei reuniu mais de 100 mil pessoas na França. O líder do UMP, partido do ex-presidente Nicolas Sarkozy, convocou a população para uma nova passeata contra o projeto no dia 13 de janeiro. Segundo ele, a lei coloca em questão “os fundamentos da família.”
 

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