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Imprensa

Fraude sobre carne de cavalo revela falhas de rastreamento na França

AFP / REMY GABALDA

O escândalo da carne de cavalo vendida como carne de boi em produtos congelados na França ganhou várias páginas na imprensa francesa neste início de semana. Os jornais são unânimes em questionar as falhas do sistema para rastrear e controlar a origem da carne vendida e produzida na Europa.

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As suspeitas são de uma fraude em grande escala, alerta o Le Figaro em sua extensa reportagem dedicada ao escândalo, batizado de Findus, nome da empresa que comercializa o produto suspeito. A lasanha congelada vendida como carne de cavalo ao invés de boi, como anunciado, provocou a retirada de vários produtos das prateleiras de supermercados, reuniões de crise e ameaças de processos por todos os lados, escreve o jornal conservador.

Ouvida pelo Le Figaro, a empresa Findus diz ser vítima da fraude de seus fornecedores. Já os fornecedores da Romênia, país de origem da carne, afirmam que os distribuidores e compradores são conscientes de que se trata de carne de cavalo e que a fraude é uma cumplicidade de outros segmentos da cadeia produtiva.

O circuito da carne é complexo, escreve o Libération. Da Romênia ela vai para a Espanha, depois Luxemburgo antes de seguir para a Grã-Bretanha, onde foi descoberta a fraude. Apesar de que não representa riscos para a saúde, o caso revela uma deficiência preocupante no controle sanitário, diz o jornal. O rastreamento não funcionou na França por três motivos, segundo o Libé: as falhas no controle, pouca transparência sobre a origem dos ingredientes e a complexidade da rede de abastecimento.

O econômico Les Echos volta ao tema do orçamento do bloco europeu para o período entre 2014 e 2020 e critica duramente os cortes feitos depois de discussões duríssimas entre os líderes. É a primeira vez que o orçamento será menor, e por isso o jornal escreve em manchete que muitos projetos importantes para setores promissores como o de energia e tecnologias digitais serão sacrificados. Irritado, o editorialista do Les Echos afirma que a Europa demonstra uma falta de ambição e visão estratégica no momento em que a concorrência é cada vez mais acirrada com os Estados Unidos e os gigantes asiáticos, China e Índia.
 

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