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Poder aquisitivo dos franceses tem queda histórica em 30 anos

Capa do jornal francês Le Echos desta quinta-feira, (28)
Capa do jornal francês Le Echos desta quinta-feira, (28)

A queda histórica do poder aquisitivo dos franceses e a expectativa para a presença do presidente François Hollande esta noite em um telejornal são os destaques da imprensa francesa desta quinta-feira, 28 de março.

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O poder aquisitivo dos franceses recuou e de maneira inédita em 30 anos. Com essa manchete, o jornal Les Echos resume os resultados divulgados ontem pelo Instituto nacional de Estatísticas. O poder de compra em 2012 caiu 0,4%, o que não acontecia desde 1984, lembra o diário econômico.
E o pior: os franceses não têm muita esperança de que a situação vai se inverter nos próximos anos. Segundo uma pesquisa de opinião, 49% dos entrevistados acreditam que o poder aquisitivo deles vai continuar caindo. Em relação às empresas, o estudo mostra ainda que a margem delas caiu para 27,9%, atingindo o nível mais baixo nos últimos 28 anos.

Para o Le Figaro, o poder aquisitivo dos franceses é vítima de uma alta de impostos. O estudo, segundo o jornal, deixa claro que a queda começou com medidas adotadas durante o governo Sarkozy mas se acelerou com novas altas de impostos depois que François Hollande assumiu o cargo.
O aperto obrigou os franceses a usarem o dinheiro da poupança para não diminuir o nível de consumo.
O problema, afirma o Le Figaro, é que em 2013, o novo aumento de impostos vai afetar ainda o poder de compra das famílias na França. Todo mundo vai perceber quando receber dentro de algumas semanas sua declaração de imposto de renda, escreve o jornal.

O cenário para o presidente francês não é dos melhores. Com resultados ruins no plano econômico, uma taxa de popularidade em queda livre e dúvidas sobre suas promessas de campanha, o presidente François Hollande vai tentar dar a volta por cima hoje na sua aparição em horário nobre na tevê, escreve o Libération.
Muito aguardada, a preencha do chefe de estado esta noite em um telejornal de grande audiência deverá dissipar os questionamentos sobre seu governo que apresenta um balanço até agora considerado decepcionante e deixa a sensação de que a França está sem direção.

Para o Libération, chegou a hora da verdade para o chefe de estado e de explicações sobre seus dez primeiros meses de governo. Mesmo se Hollande insiste que deverá ser julgado ao final de 5 anos no cargo e não parece preocupado com sua impopularidade, ele não deve se esquecer que a crise não deve servir o tempo todo de pretexto para minimizar a decepção do eleitorado com a ação dos políticos, escreve o jornal

 

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