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Desabamento/Bangladesh

Dono do imóvel que desabou em Dacca é preso em tentativa de fuga

Escombros do prédio que desabou na última quarta-feira, dia 24 de abril, e deixou mais de 370 mortos e mil e duzentos feridos em Dacca, capital do Bangladesh.
Escombros do prédio que desabou na última quarta-feira, dia 24 de abril, e deixou mais de 370 mortos e mil e duzentos feridos em Dacca, capital do Bangladesh. REUTERS/Andrew Biraj

O governo do Bangladesh anunciou neste domingo, dia 28 de abril, que prendeu Sohel Rana, proprietário do Rana Plaza, imóvel da capital Dacca que desabou na última quarta-feira e deixou 376 mortos e mil e duzentos feridos. No momento da tragédia, cerca de 3 mil pessoas trabalhavam no edifício - 900 ainda estão desaparecidas, mas responsáveis pelas operações de resgate dizem não ter mais esperanças de encontrar sobreviventes nos escombros.

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O vice-ministro do Interior, Shamsul Haque Tuku, anunciou neste domingo a prisão do proprietário do Rana Plaza, Sohel Rana. Ele estava foragido desde o dia do desabamento e foi detido em fuga, na fronteira de Bangladesh com a Índia.

Dois responsáveis de uma sociedade têxtil e dois engenheiros foram presos neste sábado em Bangladesh e são acusados de "homicídio por negligência”. Eles ignoraram o alerta de funcionários que constataram, um dia antes do desabamento, fissuras nas paredes do prédio.

Um dos responsáveis de uma sociedade têxtil que funcionava no local, Aminul Islam, é sócio do espanhol David Mayor, considerado como o acusado número 4 do caso. Ele é diretor da Phanton-Tac, uma empresa que ocupava mais de 2 mil metros quadrados no Rana Plaza.

A marca italiana Benetton nega até o momento ter roupas produzidas pelas confecções do local. No entanto, jornalistas que cobrem a busca por sobreviventes nos escombros do prédio dizem ter encontrado etiquetas "United Colors of Benetton" na região onde a sociedade New Wave Bottoms tinha seus ateliês.

Etiquetas do grupo holandês C&A também foram encontradas nas ruínas do prédio, embora a marca insista que ela não tenha mais ligação com as produções do Rana Plaza desde outubro de 2011.

O imóvel também contava com cinco confecções que produziam para a marca espanhola Mango e a britânica Primark, que confirmaram ter ligações com os ateliês do imóvel. As empresas britânica Bon Marché, a espanhola Corte Inglés e a canadiana Joe Fresh também disseram ter produtos textêis fabricados no local.

Protestos

A maioria das 4,5 mil usinas têxteis de Bangladesh estão paralisadas em protesto contra a catástrofe de Dacca. Os empresários locais declararam "feriado" este sábado e domingo. Já os sindicatos promoveram uma greve hoje para exigir melhores condições de trabalho. Funcionários revoltados atacaram vandalizaram algumas usinas e queimaram veículos neste sábado.

O desabamento do Rana Plaza relançou a polêmica sobre as confecções no país, que emprega em sua maioria mulheres que trabalham sob escassas condições e por menos de 40 dólares por mês para grandes marcas ocidentais.

 

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