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Venezuela/Votos

Venezuela começa recontagem de votos de presidenciais sob tensão

Henrique Capriles, que perdeu as eleições para seu rival e presidente Nicolás Maduro, diz que vai apresentar mais de 52 mil provas para confirmar fraudes no processo eleitoral venezuelano.
Henrique Capriles, que perdeu as eleições para seu rival e presidente Nicolás Maduro, diz que vai apresentar mais de 52 mil provas para confirmar fraudes no processo eleitoral venezuelano. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela começa nesta segunda-feira, dia 29 de abril, a recontagem dos votos das eleições presidenciais realizadas no último dia 14 e que deram vitória ao presidente Nicolás Maduro. A diferença de apenas 265 mil votos nos resultados finais entre os dois principais candidatos, somada a denúncias de fraude, levaram a oposição a pedir esta reavaliação. Segundo a presidente do CNE, Tibisay Lucena, o processo deve ser concluído até o dia 4 de junho.

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Elianah Jorge, correspondente da RFI em Caracas

O candidato derrotado, Henrique Capriles, exige uma recontagem total dos votos, até mesmo dos 54% que já foram reavaliados, para comparar aos resultados iniciais do CNE. Ele afirma que vai apresentar mais de 52 mil provas para confirmar fraudes no processo eleitoral e que irá aguardar o resultado da auditoria para pedir a impugnação da eleição.

Tibisay Lucena declarou que a auditoria não seguirá os termos solicitados pela oposição “porque não estão previstos pelo sistema jurídico”. Segundo ela, o candidato que perdeu o pleito, Henrique Capriles, teria apresentado provas incertas e feito exigências impraticáveis.

Desde a divulgação da vitória de Nicolás Maduro por uma pequena diferença sobre Capriles, o clima é tenso na Venezuela. O saldo das manifestações chegou a nove mortos, 60 feridos e mais de 150 pessoas presas. Meios de comunicação locais já falam até mesmo em guerra civil.

Recentemente o produtor americano Timothy Hallet foi preso e acusado formalmente de conspiração, favorecimento material e uso de documento falso. As denúncias se baseiam na Lei Contra o Crime Organizado e Financiamento ao Terrorismo. Segundo o presidente Nicolás Maduro, Hallet integra um grupo que planeja desestabilizar o país.

Neste domingo, políticos da oposição denunciaram a prisão do ex-general Antonio Rivero, que é integrante do Partido Vontade Popular. Ele foi preso pelo Serviço de Inteligência Bolivariana (SEBIN) sob a acusação de ter organizado protestos depois das eleições.

Fontes afirmam que Rivero foi vítima de uma emboscada. Ele foi preso durante uma reunião com o ministro de Interior, Miguel Rodríguez, para esclarecer questões sobre seu envolvimento nas manifestações. A prisão de Rivero foi classificada de “ilegítima, ilegal e covarde” por Leopoldo López, que é dirigente do VP.

Novos acordos com Cuba

No último fim de semana, Maduro foi a Cuba para ratificar a aliança estratégica. Ele assinou 51 acordos de cooperação bilateral nas áreas Agroalimentar, Educação, Saúde, Energia, Social e Infraestrutura, Informática e Comunicação.

Jesse Chacón, responsável pelo recém criado Ministério de Energia, informou que está um novo sistema de cobrança está sendo elaborado para que os clientes paguem somente o que for consumido.

No início de abril deste ano, o setor ganhou status de importância nacional. As principais estações elétricas do país foram militarizadas a pedido do presidente Maduro após denúncias de que uma sabotagem iria causar um apagão em toda a Venezuela.

 

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