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Erdogan escolheu a estratégia de confronto com os opositores

A crise política na Turquia e as greves contra reformas nos transportes ferroviário na França e aéreo na Europa são os destaques da imprensa francesa desta quarta-feira.

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Ilustrada com uma foto da intervenção da polícia para retirar os ocupantes da praça Taksim em Istambul, a manchete do jornal La Croix mostra a resposta escolhida pelo governo do primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan contra seus opositores. Em editorial, o jornal católico afirma que nos últimos anos a Turquia se transformou num modelo. O país mostra que Islã e democracia são compatíveis e que a laicidade é possível dentro de um contexto muçulmano. Mas a prioridade dada pelo Partido do premiê Erdogan ao islamismo em detrimento de outras religiões e seu estilo autoritário comparável ao do russo Vladimir Putin, levaram os turcos a expressar seu descontentamento nas ruas, afirma o jornal.

Para o comunista L'Humanité, caiu a máscara do primeiro-ministro Erdogan. É que segundo o jornal, depois de ter sinalizado que iria dialogar com os manifestantes, o premiê mandou a força policial dispersar os ocupantes da praça Taksim. Apesar da intervenção impressionante das tropas de choque turcas para retomar o controle dessa praça emblemática de Istambul, centenas de jovens continuam reunidos no parque Gezi e a mobilização continua também nas redes sociais.

A praça Taksim em estado de sítio, foi o título escolhido pelo jornal Libération para a reportagem sobre a operação policial contra os opositores ao primeiro-ministro. Retirados pela manhã, os manifestantes voltaram à tarde ao local e nos confrontos com a polícia, dezenas ficaram feridos, afirma o Libé. Para o jornal, ao escolher a estratégia da tensão, Erdogan corre o risco de despertar o ódio até de seus partidários e provocar a implosão da sociedade turca.

As greves dos controladores aéreos na França e dos transportes ferroviários ganharam as manchetes do jornal Les Echos. O jornal econômico afirma que a paralisação a partir desta noite dos condutores pode perturbar a circulação dos trens por todo o país. Além das reivindicações relacionadas às condições de trabalho e a preocupação com o futuro do emprego em tempos de crise, os funcionários da empresa SNCF querem pressionar o governo que prepara uma reorganização do setor.

Sobre a greve dos controladores aéreos, o Les Echos informa que o ministro dos Transportes da França enviou uma carta à Comissão Europeia para explicar sua oposição à reforma que visa unificar o espaço aéreo europeu.
 

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