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Jornais franceses relatam revolta dos brasileiros com gastos da Copa

Aujourd'hui en France relata que a polícia carioca usou gás lacrimogênio e balas de borracha para dispersar os 3 mil manifestantes que tentaram se aproximar do Maracanã.
Aujourd'hui en France relata que a polícia carioca usou gás lacrimogênio e balas de borracha para dispersar os 3 mil manifestantes que tentaram se aproximar do Maracanã. REUTERS/Luciana Whitaker

Os jornais franceses se interessam pela Copa das Confederações no Brasil, o grande teste antes da Copa do Mundo de 2014. Além da cobertura esportiva do evento, a imprensa comenta as manifestações sociais dos últimos dias em várias capitais brasileiras.

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O progressista Libération, que adora um trocadilho em suas manchetes, diz que 'para os brasileiros, a taça transbordou', uma maneira de dizer que o copo encheu e derramou, como a paciência do povo brasileiro que não aguenta mais ver as autoridades gastando milhões de reais em estádios de futebol, em vez de aplicar o dinheiro do contribuinte em escolas e hospitais públicos.

O jornal conta que na estreia do Brasil contra o Japão, no sábado, teve espetáculo dentro e fora do campo. A polícia teve de intervir para dispersar os manifestantes que pediam mais respeito com o dinheiro público. A mídia francesa presente entrevistou Romário, que explicou que o povo vai pagar a conta dos estádios, por meio dos impostos, mas não terá dinheiro para comprar o ingresso caro da Fifa. Resultado: só as classes superiores vão assistir os jogos e ver os bonitos estádios brasileiros.

O Libération conta ainda que a presidente Dilma Rousseff e o presidente da Fifa, Joseph Blatter, foram vaiados no estádio, que comporta 90 mil pessoas, e a polícia teve de abusar do gás lacrimogênio para dispersar os manifestantes.

O esquema de segurança chama a atenção do L'Equipe. O diário esportivo conta que a seleção do Tahiti, que estreia hoje contra a Nigéria, não entendeu até agora por que cada vez que sai do hotel, no Brasil, precisa ser acompanhada por 30 policiais. Os jogadores do Tahiti não estão acostumados com a multidão de torcedores nem com o risco dos assaltantes!

Aujourd'hui en France relata que a polícia carioca usou gás lacrimogênio e balas de borracha para dispersar os 3 mil manifestantes que tentaram se aproximar do Maracanã, ontem, antes do jogo do México com a Itália. O jornal cita os gastos 'colossais' do governo com a construção e a reforma dos estádios, citando o montante de 12 bilhões de euros, 33 bilhões de reais.

Dilma foi copiosamente vaiada, escreve em nota de pé de página o Les Echos. O diário econômico constata que a insatisfação dos brasileiros com os gastos da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos de 2016 tende a aumentar, como já se vê atualmente com os reajustes do transporte público, dos aluguéis e alimentos.
 

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