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Caso Snowden/Russia

Snowden está no aeroporto de Moscou, afirma Putin

Loja de eletrônicos em Moscou mostra imagens de Edward Snowden, que está na área de trânsito do aeroporto de Sheremetyevo
Loja de eletrônicos em Moscou mostra imagens de Edward Snowden, que está na área de trânsito do aeroporto de Sheremetyevo REUTERS/Tatyana Makeyeva

Edward Snowden está na zona de trânsito do aeroporto de Sheremetyevo, em Moscou, confirmou hoje o presidente russo Vladimir Putin. Em coletiva de imprensa concedida em Turku, na Finlândia, o mandatário garantiu que os serviços secretos russos nunca trabalharam nem tem intenção de trabalhar com o ex-agente da CIA, que é procurado pelos Estados Unidos por ter vazado uma série de dados sigilosos de um amplo programa de espionagem digital da Agência de Segurança Nacional.

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Putin disse que a chegada de Snowden à Rússia era completamente inesperada, mas descartou deportá-lo: "Só podemos devolver cidadãos às nações com as quais temos acordos internacionais de deportação de criminosos", disse o presidente. Não é o caso dos Estados Unidos.

Snowden saiu de Hong Kong no domingo e passa pela Rússia provavelmente a caminho do Equador. De acordo com Julian Assange, fundador do site Wikileaks, que dá apoio logístico e jurídico a Snowden, ele partiu da China já com documentos de exilado emitidos por Quito.

Ontem, o secretário de Estado norte-americano John Kerry disse que seria extremamente "decepcionante" descobrir que russos e chineses ajudaram Edward Snowden a fugir. Tanto o Kremlin quanto Pequim reagiram à acusação velada. Putin classificou a fala de John Kerry como delírio e o porta-voz do ministério chinês das relações exteriores disse que as acusações não têm fundamento nenhum.

Ineptos
No fim da tarde desta terça-feira, o WikiLeaks postou em sua conta oficial do Twitter que o ex-agente da CIA Edward Snowden pode permanecer indefinidamente na zona de trânsito do aeroporto de Moscou, caso os Estados Unidos continuem a "assediar", como definiu a organização, os países envolvidos na situação. No minitexto, ainda sobrou espaço para ironizar o governo norte-americano, que criou um impasse ao cancelar o passaporte de Snowden. "Não é um departamento de Estado dos mais inteligentes", alfinetou o Wikileaks.
 

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