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Marrocos/Pedófilo espanhol

Justiça decreta prisão preventiva de pedófilo libertado no Marrocos

O pedófilo espanhol Daniel Galvan.
O pedófilo espanhol Daniel Galvan. © Facebook

A Justiça espanhola decretou nesta terça-feira a prisão preventiva de Daniel Galvan, o pedófilo que havia sido colocado em liberdade pela justiça do Marrocos. Ele fazia parte de um grupo de 48 espanhóis detidos no Marrocos que receberam um indulto do rei marroquino Mohamed VI. Mas a notícia da liberdade do pedófilo condenado a 30 anos de prisão por ter abusado sexualmente de 11 menores provocou revolta no país e gerou uma onda de protestos. Resultado: o rei anulou o perdão e provocou um verdadeiro quebra-cabeça jurídico internacional.

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Luisa Belchior, correspondente da RFI em Madri

Galván, um espanhol que já foi catedrádico na Universidade de Murcia, será agora julgado na Espanha e deve cumprir no país mais 28 anos de prisão, depois de protagonizar um incidente diplomático que esteve a um passo de uma grande crise entre os dois países. O indulto do pedófilo foi um erro técnico de funcionários do rei Mohamed VI, que misturaram em uma mesma lista nomes de presos espanhóis que pediam o mecanismo e outros que solicitavam extradição a prisões espanholas, caso de Galván.

Sem saber do erro, o rei marroquino assinou a liberdade de todos os nomes, em uma tentativa de agradar o monarca espanhol, Juan Carlos I, que visitava o país africano na época. A decisão gerou uma onda de protestos na Espanha e ganhou a capa de todos os jornais do país. O incidente diplomático cresceu quando os assessores de Mohamed VI informaram à imprensa espanhola que o indulto havia sido solicitado pelo rei espanhol.

A Casa Real espanhola reagiu com prudência, em um momento em que busca parceiros comerciais no Marrocos. Enviou representantes para reunir-se com o monarca do país, que reconheceu então o erro e anulou o indulto, demitindo depois seus funcionários.

Nesta terça-feira, os ministros de Justiça de ambos os países se reúnem em Madri para tentar uma solução definitiva. Isso porque, além de Galván, outros 28 presos espanhóis que também solicitavam apenas o translado ao país estão agora em liberdade.

 

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