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Imprensa francesa

Governo francês tentar mostrar coesão para combater violência em Marselha

O premiê francês Jean-Marc Ayrault (d) durante pronunciamento ao lado do ministro do Interior, Manuel Valls, e da ministra da Justiça, Christiane Taubira, em Marselha, cidade do sul da França vítima de onda de violência, nesta terça, 20 de agosto de 2013.
O premiê francês Jean-Marc Ayrault (d) durante pronunciamento ao lado do ministro do Interior, Manuel Valls, e da ministra da Justiça, Christiane Taubira, em Marselha, cidade do sul da França vítima de onda de violência, nesta terça, 20 de agosto de 2013. REUTERS/Philippe Laurenson

A ação do governo francês para tentar conter a onda crescente de violência em Marselha e o endividamento cada vez maior dos franceses para comprar uma casa própria são os principais destaques dos jornais que circulam nesta quarta-feira, 21 de agosto.

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A violência em Marselha, a segunda maior cidade da França, atingiu um nível tão alto que o primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault desembarcou ontem com cinco ministros para mostrar a disposição do governo em combater a criminalidade. Em sua manchete, o jornal Libération afirma que desde o início do ano já foram 13 acertos de contas entre gangues rivais. Um dia depois de um novo assassinato de um jovem no meio da rua, uma equipe de peso do governo foi à Marselha mas sem apresentar novas propostas para reverter o ciclo de violência, segundo o jornal. Em editorial, o Libération afirma que o governo deve trabalhar com autoridades locais e ajudar Marselha a enfrentar os tráficos de droga e de influência. A resposta é econômica e social e de longo prazo, constata o jornal.

O La Croix escreve que os moradores de Marselha se sentem desemparados diante de tanta violência. A capital cultural da Europa em 2013 voltou ao noticiário devido a nova tragédia, escreve o jornal católico em referência às duas mortes registradas em 48 horas na cidade. O jornal afirma que a maioria dos homicídios está ligada ao tráfico de drogas, reflexo de problemas sociais enfrentados por muitos bairros. Em editorial, La Croix alerta para não fazer de Marselha um caso único. Outras cidades francesas enfrentam o mesmo nível de violência, informa o jornal citando o caso da Córsega e da periferia de outras grandes cidades do país.

O diário Les Echos afirma que os sinais do desequilíbrio do mercado imobiliário francês se acumulam dia a dia. Os preços estão cada vez mais desconectados da realidade financeira das famílias, afirma o jornal especializado em economia. Ilustrada com muitos dados e gráficos, a reportagem do jornal mostra que desde 1970 o peso dos aluguéis na França mais do que dobrou em relação ao poder aquisitivo da população. E para conseguir comprar a casa própria, os franceses estão se endividando cada vez mais. A relação entre preço de imóveis e renda está 33% acima da média dos países da OCDE, afirma o jornal.

Le Figaro dá destaque em sua manchete para a tomada de consciência do ministro da Economia de que os franceses estão de "saco cheio" com a quantidade de impostos que são obrigados a pagar. Ontem o ministro Pierre Moscovici disse que vai levar em conta o descontentamento da população na hora de propor o orçamento para o ano que vem e promete propor mais cortes nos gastos do governo. Mas, segundo o Le Figaro, a futura reforma da aposentadoria deverá provocar um novo aumento de impostos.
 

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