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Presidente e primeiro-ministro francês se contradizem sobre "pausa fiscal"

O presidente francês, François Hollande e o primeiro-ministro, Jean-Marc Ayrault no Palácio do Eliseu.
O presidente francês, François Hollande e o primeiro-ministro, Jean-Marc Ayrault no Palácio do Eliseu. REUTERS/Philippe Wojazer

O desentendimento entre o presidente François Hollande e o primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault sobre a redução da cobrança de impostos na França e as eleições legislativas do final de semana na Alemanha são destaques da imprensa francesa nesta quinta-feira, 19 de setembro.  

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"Bagunça" entre o Palácio do Eliseu e Matignon, escreve o econômico Les Echos sobre as declarações contraditórias do primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault e do presidente François Hollande a respeito da redução da cobrança de impostos no país. Ao dizer que uma efetiva pausa fiscal na França será a partir de 2015, Jean-Marc Ayrault desmentiu o presidente Hollande, que havia anunciado um retorno à estabilidade tributária já no ano que vem.

Uma semana antes da apresentação do projeto de orçamento de 2014, o premiê promoveu uma verdadeira confusão, escreve o diário econômico. Ao dizer que a pausa fiscal começa em 2014 e vai se confirmar em 2015 ,a porta-voz do governo não conseguiu dissipar o mal-entendido, afirma o Les Echos.

O Le Figaro escreve que o primeiro-ministro preferiu falar de diminuição e não de uma pausa fiscal, contradizendo assim o próprio presidente que no domingo, em entrevista à uma rede de televisão, disse claramente que em 2014 haveria uma pausa nos impostos.

A oposição vibra com esse episódio, escreve o Le Figaro. Uma das lideranças do UMP, o maior partido de oposição, afirma que o governo parece participar de um concurso de semântica e está testando uma lista de expressões para falar da cobrança de impostos. Em editorial, Le Figaro diz que a dupla Hollande e Ayrault lembra os dentistas que atingem o nervo do dente com seus aparelhos, provocando intensa dor, e não entendem as reações revoltadas dos pacientes.

Confusão no comando do governo, afirma o Libération sobre a chamada "pausa fiscal". Afinal, o prometido alívio de impostos para os contribuintes será mesmo em 2014, pergunta o jornal ironicamente. Libération lembra uma série de desentendimentos no governo em temas como ecologia e reforma de aposentadoria. Mas agora, o próprio presidente e seu primeiro-ministro é que caem em contradição. Daí a manchete ácida do jornal: os aprendizes voltaram a errar.

Eleições na Alemanha

As eleições que acontecem no próximo domingo na Alemanha despertam a atenção de toda a Europa, afirma o La Croix. Os alemães vão às urnas sob o olhar atento dos vizinhos europeus, diz o jornal em sua manchete. A chanceler Angela Merkel deverá ser reeleita com facilidade e o calendário das reformas e das políticas fixadas pela União Europeia vão depender da composição das alianças que sairão vencedoras da votação, avalia o jornal católico.

O jornal resume a situação da Alemanha neste momento: um país reunificado, com uma boa performance econômica e que está no centro da Europa, por isso, é considerado o grande líder do bloco.
 

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