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Imprensa

Escândalo de espionagem não deve afetar relação entre os EUA e a França

Base da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos, em Munique, foto do 13 de agosto de 2013.
Base da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos, em Munique, foto do 13 de agosto de 2013. REUTERS/Michael Dalder

Os jornais franceses desta terça-feira dão destaque para o desdobramento do escândalo de espionagem dos Estados Unidos contra a França. Mas, segundo a imprensa, apesar do tom de indignação das autoridades francesas, o caso não deve ter grande impacto nas relações diplomáticas entre os dois países. 

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O jornal Les Echos afirma o governo francês mostrou sua indignação com esse novo escândalo de espionagem. O premiê, Jean Marc Ayrault, o chanceler francês, Laurent Fabius, e o presidente François Hollande rapidamente declararam que a prática da espionagem é "inaceitável" entre países aliados. Mas, para o diário econômico, a raiva deve ficar apenas na retórica. A França não tem nenhum interesse em retaliar comercialmente os Estados Unidos. E mesmo que quisesse, a Organização Mundial do Comércio não tem nenhum dispositivo para punir um tipo de espionagem tão generalizada.

Segundo L'Humanité, a França tem outros motivos para ser discreta. O jornal lembra que o governo francês já sabia há algum tempo dessas atividades secretas dos Estados Unidos, mas permaneceu calado por também ser "cúmplice" dos americanos na espionagem de outros países. Por esse motivo, o diário comunista afirma que a França não tomará uma atitude como a de Dilma Rousseff. Quando veio a público que os Estados Unidos espionavam as suas comunicações, a presidente do Brasil anulou sua viagem a Washington. A reportagem cita ainda o presidente boliviano, Evo Morales, que diz que a Europa "é uma colônia do Império" de Washington.

Os analistas ouvidos pelo Libération argumentam que a espionagem entre países aliados é uma prática comum e que, nesse terreno, vale tudo. Na competição econômica entre as grandes empresas, não existe esse conceito de aliados. Todos são rivais. O auge dessa espionagem americana, que monitorou milhões de contas de emails e telefonemas na França, aconteceu entre o final de 2012 e o começo de 2013. Ou seja, em pleno período das negociações de um acordo comerical entre a União Europeia e os Estados Unidos.

Aujourd'hui en France também comenta o caso e destaca o comunicado oficial da Casa Branca. Os Estados Unidos disseram que o país "recolhe informações no exterior" como todos os demais pares da comunidade internacional.
 

 

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