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Imprensa francesa

Polêmica sobre pagamento de resgate de ex-reféns cria mal estar para Hollande

François Hollande anuncia a libertação dos reféns em viagem à Eslováquia.
François Hollande anuncia a libertação dos reféns em viagem à Eslováquia. REUTERS/Radovan Stoklasa

A polêmica sobre as condições libertação de 4 ex-reféns franceses no norte da África, a determinação do governo de cobrar 75% dos altos salários dos jogadores de futebol e a explosão dos planos de demissão e de falência das empresas na França são destaques desta quinta-feira 31 de outubro.

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Para o jornal Libération, a libertação dos 4 franceses detidos pelo grupo ligado à rede Al Qaeda no norte da África relança o debate sobre as negociações dos governos com os sequestradores. Depois de celebrar o retorno e o reencontro com os familiares, o presidente François Hollande logo se viu no meio da polêmica sobre o pagamento de 20 milhões de euros de resgate aos sequestradores.

As revelações da imprensa criaram um mal estar para Hollande já que o presidente garantiu que a França não paga resgate em nenhuma hipótese. Em editorial, Libération argumenta que nunca uma prova será mostrada e ficará a dúvida se o pagamento foi feito pelo governo francês, a empresa Areva para quem os ex-reféns trabalham, ou um terceiro elemento. Ao dizer que não paga sequestradores para não financiar o terrorismo Hollande pode ter sido pego numa mentira, escreve o Libé, já que a prática é comum, como todos sabem.

O La Croix estampa em manchete a alegria do reencontro dos reféns com suas famílias e também questiona as condições em que o grupo foi libertado. Em artigo, o jornal católico lembra que o sequestro virou uma indústria que prospera em todo o mundo. Citando empresas de seguro, o La Croix afirma que em média, 20 mil pessoas são sequestradas por ano. Entre as regiões onde mais a prática é mais frequente está a América Latina, e particularmente a Venezuela. As motivações são mais banais do que políticas, afirma o jornal.

Crise

O Le Figaro alerta que esses últimos meses têm sido difíceis para muitas empresas francesas e os planos de demissão de massa e falência estão atingindo um nível comparado ao de 2009, no auge da crise econômica.

Um dos motivos é a falta de competitividade das empresas da França especialmente devido aos custos salariais elevados. O consumo em baixa também é um fato citado pelo jornal conservador para justificar o cenário ruim para os empresários do país. E o pior, alerta o Le Figaro, é que não há perspectiva de melhora nos próximos meses.

Imposto no futebol

Depois do recuo na cobrança da "ecotaxe", um imposto destinado a fazer os caminhões acima de 3 toneladas e meia pagaram para circular nas rodovias, o governo já avisou que não vai ceder em relação aos clubes de futebol. E esse é o tema da manchete do Aujourd'hui en France. François Hollande recebe hoje seis dirigentes de clubes de futebol que contestam o imposto de 75% sobre os salários dos que ganham acima de 1 milhão de euros por ano. Desta vez, o presidente não vai ceder, afirma o jornal. Conscientes, os presidentes de clubes vão propor que a medida seja aplicada para os contratos feitos depois da promulgação da lei.

Na avaliação do jornal, 115 jogadores e 8 treinadores vão ser atingidos pela cobrança do imposto, uma das promessas de campanha de Hollande. O primeiro da lista é o atacante do PSG, Zlatan Ibrahimovic, que ganha mais de 16 milhões de euros por ano.
 

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