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Eleições/Chile

Eleições presidenciais no Chile serão decididas no segundo turno

A candidata socialista Michelle Bachelet  terá que disputar o segundo turno da eleição presidencial contra a candidata de direita Evelyn Matthei.
A candidata socialista Michelle Bachelet terá que disputar o segundo turno da eleição presidencial contra a candidata de direita Evelyn Matthei. REUTERS/Maglio Perez

As eleições presidenciais no Chile foram para o segundo turno. No duelo disputado neste domingo, dia 17 de novembro, entre as ex-amigas de infância, a ex-presidente socialista Michele Bachelet obteve 47% dos votos contra 25% de Evelyn Matthei, candidata da direita. Em discurso em Santiago, Michele Bachelet reconheceu que a vitória no primeiro turno era complexa e disse que vai trabalhar para ganhar com ampla vantagem no segundo turno, previsto para o dia 15 de dezembro.

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O segundo turno, no entanto, será apenas uma formalidade para Michele Bachelet, da coalizão de centro-esquerda Nova Maioria. “O país votou pelas propostas que nós fizemos ao Chile, para que o Chile torne-se de uma vez por todas um país moderno, solidário e justo, como todos nós desejamos. Vamos trabalhar para obter uma vitória decisiva e esmagadora em dezembro”, declarou a candidata social-democrata a seus partidários reunidos no centro de Santiago, após o anúncio dos resultados do primeiro turno.

Aos 62 anos, Bachelet, que é médica de formação, é a grande favorita da disputa. Algumas pesquisas chegavam a apontar que a social-democrata ganharia as eleições logo no primeiro turno. No entanto, o grande número de candidatos dificultou a vitória de Bachelet logo no primeiro turno.

Para o politólogo chileno Peter Siavelis, o adiamento da esperada vitória de Bachelet para o segundo turno das presidenciais, representou uma grande decepção para a candidata. "Embora Bachelet possa se considerar vitoriosa, ela não está em uma posição invejável", avalia. Desde 1993, quando o Eduardo Frei foi eleito no primeiro turno para a presidência do Chile, o fato não se repetiu no país.

Entre as principais promessas de campanha de Bachelet, está a redução das inegalidades do sistema de educação e a reforma da constituição herdada da ditadura de Augusto Pinochet ( 1973-1990). Mas as mudanças dependerão também do Congresso, para o qual os chilenos também foram às urnas neste domingo. De acordo com os resultados provisórios, a coalizão Nova Maioria deve obter uma maioria de 67 deputados (sobre 120) e de 21 senadores (sobre 38).
 

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