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Imprensa francesa festeja a classificação da França para a Copa no Brasil

Capa dos jornais franceses L'Humanité, Libération, L'Equipe e La Croix desta quarta-feira, 20 de novembro.
Capa dos jornais franceses L'Humanité, Libération, L'Equipe e La Croix desta quarta-feira, 20 de novembro.

A imprensa francesa desta quarta-feira, 20 de novembro de 2013, festeja a classificação da França para a Copa do Mundo no Brasil e elogia a façanha da seleção que garantiu a vaga de virada ao vencer a Ucrânia por três a zero. A reforma do sistema fiscal francês, anunciada ontem pelo primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault, também é analisada pelos jornais franceses de hoje. Com quase uma semana de atraso, o Les Echos informa os leitores sobre a prisão dos acusados do mensalão no Brasil.

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“Merece respeito!” Essa é a grande manchete estampada na capa do L'Equipe com uma foto dos jogadores comemorando a vitória em uma explosão de alegria. O jornal esportivo explica que desde a Copa do Mundo da 2006 a seleção francesa não jogava tão bem e com tanta intensidade. Os jogadores conseguiram se "transcender para dominar a Ucrânia e conquistar juntos a passagem de ida para o Brasil".

Para o Le Figaro, a seleção francesa, que perdeu por dois a zero e foi humilhada pelos ucranianos na partida de ida, teve uma "reação orgulhosa" e conseguiu uma façanha em ”letras maiúsculas”. O jornal conservador lembra que todo mundo achava quase impossível essa classificação. "O milagre aconteceu”. Os Bleus, como é chamada a equipe da França, foram magníficos e além da classificação conseguiram deixar para trás a péssima imagem que tinham desde a greve durante do Mundial na África do Sul.

Como não podia deixar de ser, o Le Parisien/Aujourd'hui en France faz um paralelo entre o resultado de ontem no Stade de France e a final de 98 quando a França venceu o Brasil no mesmo estádio: “E um, e dois e três a zero”. O tablóide afirma que foi uma alegria imensa sentir a revolta de uma equipe incentivada pelos torcedores que lotaram o estádio.

Todos os jornais ressaltam que essa foi a primeira vez na história da repescagem europeia para uma Copa do Mundo que uma seleção conseguiu a classificação tendo perdido a partida de ida por dois a zero.

A reforma do sistema fiscal na França

O efeito surpresa do anúncio ontem pelo primeiro-ministro, Jean-Marc Ayrault, foi total, escreve o Les Echos. O governo tenta com essa reforma total do sistema fiscal encontrar uma porta de saída para a crise que atravessa, com índices recordes de impopularidade, provocados, entre outras coisas, por causa da alta e do acúmulo de impostos. O primeiro-ministro mostra que o alvo das críticas não está de braços cruzados, estima o Les Echos.

Libération lembra que a reforma fiscal, com a criação de taxas únicas e a dedução do imposto de renda na fonte, é uma promessa de campanha do presidente François Hollande que pode dar um novo fôlego ao governo. Hollande e Ayrault poderão assim maquiar como estratégicos os recuos sucessivos em relação a taxas impopulares que provocaram uma onda recente de contestação no país

Mas para o Le Figaro, ao eliminar a possibilidade de uma diminuição no valor dos impostos, o premiê perpetua uma instabilidade fiscal na França.

Prisão dos condenados do mensalão

O Les Echos diz que o STF está decidido a lutar contra a corrupção e que a prisão dos condenados do mensalão é um bom ponto na luta contra a impunidade no Brasil. O jornal econômico lembra que as elites brasileiras, defendidas por poderosos advogados, sempre conseguem escapar da prisão por causa de um sistema judiciário complexo.

Segundo o Les Echos, a prisão, do ex-colaboradores de Lula, é também fruto da determinação e até do extremismo do presidente do STF, Joaquim Barbosa. No entanto, a fuga do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato para a Itália é vista como uma falha.

O jornal conclui dizendo que a oposição brasileira, que poderia tirar proveito dessas prisões em ano eleitoral, não vai ganhar nada com isso. Vários políticos da oposição também estão envolvidos em escândalos e deverão ser em breve julgados pelo STF, indicando que a corrupção atinge todos os níveis no Brasil, indica o Les Echos.
 

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