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Jornais estão preocupados com a queda de qualidade do ensino francês

RFI

A maioria dos jornais franceses desta terça-feira, 3 de dezembro de 2013, antecipa a publicação do Programa Internacional de Avaliação de Alunos de 15 anos - Pisa, para fazer um grito de alerta: a escola pública francesa está perdendo qualidade e as desigualdades crescem assustadoramente entre os alunos. A manifestação contra o presidente Ianoukovitch que se amplia na Ucrânia também é destaque na imprensa de hoje.

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O Pisa, o exame internacional de alunos, aplicado a cada três anos pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico – OCDE, sediada em Paris, foi publicado esta manhã.

O Les Echos explica que a expectativa com a publicação do resultado do PISA, que avalia o sistema educativo de 65 países, é grande na França porque o ministro da Educação, Vincent Peillon já previu o pior. O ministro adianta que o desempenho dos alunos franceses caiu muito nos últimos dez anos, principalmente em matemática. O mais terrível, segundo Peillon, é que a França aparece como o país onde as desigualdades escolar e social aumentaram mais.

Les Echos diz que o ministro da Educação esta disposto a usar o resultado do Pisa para impor as reformas que ele defende para o sistema educativo francês, mas que encontram grande resistência. Aliás, uma greve de professores do ensino básico está prevista para a próxima quinta-feira, lembra o jornal econômico.

O Le Parisien/Aujourd'hui en France diz que a França, que em 2009 ocupava o 22° lugar, vai perder várias posições e passará a integrar o grupo dos países "médios". Um especialista ouvido pelo jornal indica que o sistema educativo francês é bom apenas para metade dos alunos. A outra metade, que já era desfavorecida, não consegue mais acompanhar a escola e é um fracasso. A crise que atravessa o país veio reforçar essa tendência. A França deveria seguir o exemplo da Alemanha, que conseguiu melhorar sua posição no ranking desde a publicação do primeiro Pisa em 2000.

Para o l'Humanité, as pistas para relançar a democratização do sistema educativo francês são: a criação de uma escola única, sem reprovação, onde as dificuldades serão solucionadas intelectualmente e a adoção de um manual escolar de aprendizado da leitura eficaz!

Manifestações pró-europeias na Ucrânia

A Ucrânia pró-europeia se radicaliza, escreve em sua manchete o Libération. O jornal diz que os manifestantes fizeram uma vigília revolucionária na última noite em Kiev. O centro da capital ucraniana esta nas mãos dos manifestantes. Eles acreditam que vão conseguir derrubar o presidente pró-russo Ianoukovitch, diz Libé.

O La croix informa que os manifestantes convocaram uma greve geral. Nove anos depois da revolução laranja, a Ucrânia esta mais uma vez dividida pelas mesmas forças pro e antirrussas. O jornal católico acredita que os europeus podem ajudar os ucranianos a encontrar uma solução pacífica para a crise atual.
 

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