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Azevêdo faz mais sucesso que Lamy na OMC

Capa dos jornais franceses, L'Humanité, Le Figaro, La Croix, Libération e Les Echos desta segunda-feira, 9 de dezembro.
Capa dos jornais franceses, L'Humanité, Le Figaro, La Croix, Libération e Les Echos desta segunda-feira, 9 de dezembro.

A imprensa francesa elogia o sucesso do brasileiro Roberto Azevêdo na direção-geral da OMC, com o acordo fechado neste fim de semana em Bali, na Indonésia. As homenagens a Nelson Mandela continuam em destaque nas manchetes desta segunda-feira, 9 de dezembro de 2013.

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O diário econômico Les Echos dedica uma página inteira ao acordo fechado no sábado pelos 160 países da Organização Mundial do Comércio e atribui ao embaixador brasileiro Roberto Azevêdo o sucesso da empreitada, que deu um novo fôlego ao multilateralismo.

A OMC lutava havia vários anos para reduzir as barreiras do comércio internacional. Segundo o Les Echos, em poucos meses à frente do organismo, o brasileiro Azevêdo venceu as dificuldades que seu antecessor, o francês Pascal Lamy, não conseguiu superar.

O jornal considera a reunião ministerial de Bali um sucesso diplomático incontestável, mas lembra que Azevêdo tem outros desafios pela frente, já que o acordo adotado cobre apenas 10% da agenda da chamada Rodada Doha de liberalização do comércio mundial. A OMC conseguiu sobreviver, falta agora ampliar seu raio de ação, avalia o Les Echos.

O jornal Le Figaro também celebra o sucesso das negociações conduzidas por Roberto Azevêdo, lembrando que fazia 12 anos que os países da OMC não assinavam um acordo.

Mandela: pai de uma nação reconciliada

O Libération diz em sua manchete que a morte de Mandela deixa órfã a África do Sul.

- "Sua voz era ouvida e respeitada porque Mandela lutava por um mundo acima de diferenças de raça, cor da pele e gênero. Ele sonhava com uma África do Sul onde as pessoas não eram brancas ou negras, apenas sul-africanas", escreve o Libération em seu editorial.

Este exemplo de nação unida é universal, diz o Libération.

O diário La Croix mostra que em vez de chorar, os sul-africanos homenageiam Mandela com cantos e hinos à vida. Mandela pregou um país unido, mas o La Croix nota que 20 anos após a reconciliação do povo sul-africano a atuação do país no cenário internacional é "hesitante". "A África do Sul se apresenta como um guia moral, uma espécie de reservatório da consciência do mundo, mas por outro lado age como uma superpotência regional emergente" e nem sempre condena os abusos contra os direitos humanos no continente africano.

O diário católico ilustra a imagem da África do Sul moderna com uma imagem do presidente Jacob Zuma ao lado da presidente Dilma Rousseff e do primeiro-ministro indiano, Manmonhan Singh, em 2011, tirada durante uma reunião do Ibas.
 

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