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Saques/Argentina

Nova onda de saques deixa um morto e 40 feridos na Argentina

Policiais em greve entram na sede do governo de Catamarca, em 6 de dezembro de 2013.
Policiais em greve entram na sede do governo de Catamarca, em 6 de dezembro de 2013. REUTERS/Ariel Pacheco

Depois da violenta onda de saques vivida na semana passada, a Argentina registrou novos roubos de lojas e supermercados na noite de domingo e na madrugada desta segunda-feira, dia 9 de dezembro, nas cidades de Mar del Plata, Santa Fé e Concórdia. Pelo menos uma pessoa morreu e 40 ficaram feridas, apesar dos esforços do governo de manter a ordem durante a greve dos policiais por melhores salários.

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A Argentina vive a onda de saques há quase uma semana, depois que a polícia de Córdoba – a segunda maior província do país – entrou em greve na terça-feira passada. Apesar das forças de segurança deste local já terem negociado seu aumento salarial com o governo, os roubos se multiplicaram em outros pontos do país, como nas províncias de Catamarca, San Juan, Rio Negro, Chubut, Neuquén, La Rioja, Santa Fe, Chaco, Entre Rios e Buenos Aires.

O governo argentino enviou reforços da guarda civil para evitar incidentes como os que aconteceram em Córdoba, na semana passada. Na ocasião, uma pessoa morreu, mais de 200 feridos foram registrados, e mais de 100 foram presos.

Nos incidentes de ontem, pelo menos uma pessoa morreu na cidade de Concórdia, província de Entre Rios, a 400 quilômetros de Buenos Aires. De acordo com as autoridades argentinas, o homem teria sido eletrocutado em uma tentativa de roubo.

Redes sociais

Os saqueadores, geralmente formados por grupos de jovens, atacam lojas e supermercados, enquanto os comerciantes e os habitantes se organizam para defender os locais. Os roubos são planejados através das redes sociais e as mercadorias são levadas em caminhonetes ou motocicletas.

O governo desconfia que haja relação entre os delinquentes e a polícia em greve, já que a cada município onde as forças de segurança anunciam a paralisação, os saques acontecem quase simultaneamente.

Além de alimentos, as quadrilhas organizadas também procuram por televisores, computadores e artigos esportivos. Os grupos não se contentam em invadir os locais e roubar, mas aproveitam da ausência de segurança para espalhar caos e tensão nas cidades.
 

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