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Imprensa

Imprensa avalia motivações de protestos deste domingo

Manifestantes contra o casamento gay e em favor de valores familiares tradicionais.
Manifestantes contra o casamento gay e em favor de valores familiares tradicionais. Reuters/Robert Pratta

A edição de hoje dos jornais franceses destaca o grande protesto que está previsto o domingo (2) em Paris. A “Manif pour tous” (manifestação para todos, em português), o evento deve reunir um mosaico de reivindicações.

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O jornal Le Monde escreve que os manifestantes tentam encontrar na defesa dos valores familiares a motivação para sair às ruas amanhã. Os organizadores, que são os mesmos que lutaram contra o casamento gay, voltam desta vez com uma pauta mais ampla de protestos.

Entre os principais pontos, estarão slogans contra a reprodução assistida para casais homossexuais e contra o programa "ABCD da Igualdade", uma pedagogia que combate os estereótipos sobre meninas e meninos nas escolas. Para seus opositores, ela é apenas um meio de "eliminar a noção de gênero" e confundir as crianças.Na avaliação do jornal, os manifestantes que vão se reunir em Paris expressam temores causados, na maioria das vezes, por interpretações erradas dos projetos de lei do governo.

Já para o jornal Le Figaro, eles sabem muito bem o que querem. Na avaliação do diário conservador , o movimento que nasceu da luta contra o casamento entre homossexuais, conseguiu se reinventar. Albéric Dumont, coordenador geral da "Manif pour Tous", declarou ao jornal que o protesto de amanhã é uma "advertência". Ele também disse que arma a ser adotada no protesto será o silêncio. Com isso, eles querem marcar o desprezo pelo governo socialista e mostrar que são capazes de fazerem um desfile solene e pacífico. O Figaro apurou que, amanhã, 50 mil pessoas devem participar do protesto.

Mas o jornal enfatiza que a segurança pode ser um problema. O ministro do Interior da França, Manuel Valls, declarou que não vai tolerar "excessos". Na semana passada, uma manifestação contra o governo na capital francesa terminou com 19 policiais feridos e 226 pessoas presas.

A violência, aliás, afastou vários nomes da passeata, incluindo uma das porta-vozes do movimento, a comediante Frigide Barjot. Em uma carta aos franceses, eles escreveram que a radicalização os tirou das ruas, mas esses manifestantes dizem que continuam lutando contra várias das bandeiras dos que vão estar na rua amanhã, noticiou o jornal católico La Croix.

 

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