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Derrota prevista dos socialistas nas eleições municipais vai acelerar reforma no governo

François Hollande (à dir.) e o primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault, no Palácio do Eliseu, em 19 de fevereiro de 2014.
François Hollande (à dir.) e o primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault, no Palácio do Eliseu, em 19 de fevereiro de 2014. REUTERS/Philippe Wojazer

O futuro do governo François Hollande, após a previsível derrota do Partido Socialista (PS) nas eleições municipais deste domingo, é o destaque dos principais jornais franceses que circulam neste sábado (29).

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O conservador Le Figaro afirma que o PS teme uma derrota história no segundo turno das eleições municipais. Depois de um revés importante, já registrado no domingo passado durante o primeiro turno, os socialistas não escondem a preocupação com os resultados da votação de amanhã que podem ser piores. A consequência dessa derrota inevitável e anunciada é uma reforma ministerial mais rápida do que o planejado, na avaliação do jornal de direita.

O pessimismo contaminou toda a esquerda, escreve o Le Figaro, lembrando que ninguém mais acredita numa reviravolta das urnas. Para piorar, afirma o diário, a semana foi marcada por uma nova alta do desemprego na França e declarações de candidatos ao cargo do primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault, que está por um fio. A preocupação do governo é evitar uma humilhação amanhã, afirma o Le Figaro.

Socialistas podem evitar derrota em várias cidades

Em tom otimista, o Libération pergunta em sua manchete: "E se a esquerda fosse às urnas votar na esquerda? Será que limitaria a vitória anunciada da direita ?". Diante da forte abstenção na votação do primeiro turno e do crescimento da Frente Nacional, partido de extrema-direita, a esquerda deve se mobilizar na votação de amanhã, estima o jornal.

Estrasburgo, Montpellier e Toulouse são algumas das grandes cidades francesas em que ainda é possível reverter o cenário desfavorável ao Partido Socialista, avalia o Libération. O segundo turno vai demonstrar a extensão da revolta dos franceses contra o governo Hollande, já manifestada no primeiro turno. E, segundo o jornal, o presidente terá um período curto depois dessa dura derrota eleitoral para mostrar ação e reformar a sua equipe.

Premiê vive calvário

Para o Aujourd'hui en France, Hollande irrita sua "família socialista" ao não deixar claro o que pretende fazer após as eleições. Ele lançou várias ideias, faz muitas consultas e brinca com as ambições de membros do seu gabinete, diz o jornal.

Uma estratégia pouco clara nas vésperas do segundo turno das eleições que irá confirmar a sanção dos franceses ao seu governo, escreve o Aujourd'hui en France. Alvo de críticas, o primeiro-ministro Ayrault vive um verdadeiro calvário já que não sabe se vai ou não se manter no cargo, avalia o jornal.

O Le Monde estampa em sua manchete que Jean-Marc Ayrault faz de tudo para ficar em Matignon, como é conhecida a sede e residência do chefe de governo da França. Ele prepara com seus colaboradores e aliados ecologistas uma estratégia para barrar a ascensão do seu maior adversário atual, o ministro do Interior, Manuel Valls. Sob ameaça de deixar o cargo logo após esse segundo turno das eleições municipais, Ayrault decidiu lutar para ficar no cargo, diz o diário.

Considerado um dos mais leais colaboradores de Hollande, Jean-Marc Ayrault está disposto a iniciar uma verdadeira queda de braço política e psicológica com o presidente, garante o Le Monde. O vespertino lembra que, na segunda-feira, Hollande recebe Manuel Valls às 10 horas da manhã e, na sequência, tem almoço com Ayrault. A rivalidade entre os dois já não é segredo para ninguém, conclui o Le Monde.

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