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Para imprensa, mudanças na nova equipe ministerial francesa foram mínimas

Capa dos jornais franceses La croix, Le Figaro, Le Parisien, L'Humanité, e Libération desta quinta-feira, 3 de abril.
Capa dos jornais franceses La croix, Le Figaro, Le Parisien, L'Humanité, e Libération desta quinta-feira, 3 de abril.

A composição da nova equipe ministerial francesa, anunciada ontem (2), é logicamente destaque de primeira página de todos os jornais desta quinta-feira (3). As poucas novidades do segundo governo do presidente socialista François Hollande, liderado por Manuel Valls, são o denominador comum entre as decepções, críticas e elogios dos editorialistas.

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As poucas mudanças na nova equipe fazem jornais de tendências opostas, como o conservador Le Figaro e o jornal de esquerda Libération estarem de acordo. As manchetes dos dois jornais são diferentes, mas dizem a mesma coisa. “Hollande troca de governo, mas não muda nada”, afirma Le Figaro, ressaltando que entre os 16 ministros da nova equipe, apenas Ségolène Royal e François Rebsamen não integravam o governo anterior.

Irônico, Libération é ainda mais crítico, e diz que esse é um governo "Ayrault bis", numa referência ao nome do ex-primeiro-ministro francês que foi substituído pelo presidente após a derrota histórica do Partido Socialista nas eleições municipais do último domingo. O jornal diz que os nomes escolhidos encarnam muito mais uma fidelidade ao presidente do que uma renovação política e, por isso, Libé faz mais um trocadilho para chamar a nova equipe de "o clã dos Hollandeses".

O presidente mudou apenas de primeiro-ministro e o casamento de conveniência entre Valls e Hollande só terá futuro se o novo premiê implementar a política liberal proposta pelo presidente com o reforço da política social. “A mudança foi mínima”, resume La Croix.

Entrada de Ségolène Royal no governo

A mudança mínima, representada principalmente pela indicação de Ségolène Royal para o ministério da Ecologia e Energia, está estampada na primeira página do Aujourd'hui en France. "Os segredos de sua volta", escreve o jornal popular em cima de uma grande foto da ex-candidata do Partido Socialista derrotada nas eleições presidenciais de 2007 e ex-mulher do presidente Hollande.

Aujourd'hui en France informa que ao assumir o superministério da Ecologia, Ségolène Royal passa a ser o numero três na hierarquia do novo governo. Essa é “a revanche de Royal”, humilhada pelo famoso tweet da ex-companheira de Hollande, Valérie Trierweiler, apoiando adversário político de Ségolène nas eleições legislativas de 2012. Resta saber, questiona o jornal popular, como os franceses vão julgar a presença na cúpula do poder da mãe dos quatro filhos de François Hollande.

Escolha de equipe econômica francesa intriga

Les Echos diz que a dupla que vai dirigir Bercy, nome do ministério da Economia na França, intriga porque Arnaud Montebourg e Michel Sapin têm visões e personalidades opostas. O jornal econômico explica que o novo governo se inspirou no modelo alemão para configurar a pasta em dois ministérios separados: Economia, que será comandado por Montebourg e o das Finanças, dirigido por Sapin.

O diário anuncia que os dois novos homens fortes de Bercy têm que trabalhar juntos para decidir o mais rápido possível os cortes e a redução de impostos para as empresas e contribuintes previstos no Pacto de Responsabilidade do presidente Hollande.
 

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