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O dia dos 4 papas no Vaticano é destaque na imprensa francesa

O Papa Francisco canonizou João 23 e João Paulo 2° neste domingo 27 de abril de 2014.
O Papa Francisco canonizou João 23 e João Paulo 2° neste domingo 27 de abril de 2014. REUTERS/Tony Gentile

A festa da Igreja católica com a canonização dos papas João Paulo II e João XXIII divide as manchetes da imprensa francesa desta segunda-feira (28) com a polêmica em torno da venda da gigante francesa de energia e transportes Alstom.

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O domingo no Vaticano reuniu quatro papas, mas um deles brilhou mais, segundo um dos principais jornais da França. A consagração popular de João Paulo II foi a manchete escolhida pelo Le Figaro, ilustrada com um grande cartaz com a foto do papa polonês em meio a uma multidão.

Foram 800 mil fiéis na Praça de São Pedro para acompanhar a cerimônia histórica da dupla canonização, de João Paulo II e João XXIII, mas a grande maioria vestia as cores branca e vermelha em homenagem a Karol Wojtyla, papa muito popular entre os jovens, destaca o jornal conservador.

E o Le Figaro informa ainda que a primeira Igreja batizada em homenagem ao novo santo João Paulo II foi ainda no domingo à tarde, no bairro pobre de Alagados, em Salvador da Bahia, como os franceses se referem à capital baiana.

O Aujourd'hui en France estampou uma foto do papa Francisco saudando a multidão do papamóvel. Uma maneira do jornal mostrar que ele também brilhou num dia especial para a Igreja. Segundo o jornal, os cristãos católicos viveram com uma emoção intensa a canonização de João 23 e João Paulo II e também o abraço entre os dois papa no Vaticano, o emérito Bento 16 e seu sucessor, Francisco.

Venda de um símbolo da indústria francesa

A venda de Alstom é o símbolo do declínio da indústria francesa, escreve o jornal Les Echos. A manchete é ilustrada com uma foto de 2011 de uma visita de François Hollande à uma fábrica da empresa quando ainda era candidato à presidência do país.

Segundo o jornal, três quartos da empresa, que correspondem as atividades do setor de energia, vão passar para as mãos de estrangeiros, seja para a americana General Electric ou para a alemã Siemens, que entrou na disputa e tem a preferência do governo francês.

Segundo o diário econômico, o governo Hollande tenta convencer os interessados, principalmente a General Electric, a manter as decisões estratégicas e o maior número possível de empregos na França, onde a Alstom tem 18 mil funcionários. Mas, segundo o jornal, ninguém pode garantir que a alemã Siemens vá evitar uma hemorragia de empregos na França.

Oferta supreende governo

Para o Libération, o governo francês não tem muita escolha. O jornal lembra que a oferta da General Electric, com o consentimento da Alstom, pegou o governo francês de surpresa. A entrada na disputa da alemã Siemens só faz Hollande seus ministros ganharem um pouco mais de tempo para evitar que a empresa caia nas mãos dos americanos.

Segundo o Libération, o governo socialista está implicado no negócio para preservar seu discurso em defesa do "patriotismo econômico francês". De qualquer forma, a venda de um dos símbolos da indústria do país, salvo da falência pelo ex-presidente Nicolas Sarkozy, há 10 anos, será mais um duro golpe na imagem já bastante enfraquecida do atual governo socialista.
 

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