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Imprensa

Imprensa destaca mobilização internacional para libertar meninas raptadas na Nigéria

A primeira-dama dos EUA com cartaz da campanha para a libertação das meninas sequestradas por radicais islâmicos na  Nigéria.
A primeira-dama dos EUA com cartaz da campanha para a libertação das meninas sequestradas por radicais islâmicos na Nigéria. divulgação/Casa Branca

A imprensa destaca a mobilização internacional para resgatar as mais de 200 meninas sequestradas pela seita islâmica radical Boko Haram na Nigéria. Uma campanha lançada na internet pela libertação das meninas já tem quase meio milhão de assinaturas e a participação de personalidades como a primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama.

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Indignação. Essa é a palavra que a imprensa francesa usa para descrever o sentimento da comunidade internacional em relação ao rapto das estudantes de uma escola da Nigéria por extremistas do Boko Haram. O jornal francês "Le Figaro" destaca que o presidente francês, François Hollande, e seu colega americano, Barack Obama, estão dispostos a lançar mão de recursos militares para ajudar a levar as meninas de volta para suas casas.

Por razões de segurança, as autoridades da França, dos Estados Unidos e do Reino Unido não revelam todos os detalhes da cooperação que visa rastrear os sequestradores e as adolescentes reféns. Mas fontes do jornal dizem que todos estão dispostos a agir rapidamente. Os serviços de inteligência internacionais também vão atuar para além das fronteiras nigerianas, já que, segundo rumores, algumas meninas foram vendidas como "esposas" para homens no Chade e em Camarões.

Inimigo público número 1

Ainda segundo o "Le Figaro", a seita islâmica radical está caminhando para se tornar o inimigo público número 1. Nas últimas semanas, o Boko Haram passou a ser não apenas uma ameaça local, mas, também, uma grande ameaça para todos os países da região. O grupo radical apresenta cada dia um discurso mais "fanático" e "violento".

Essa também é a avaliação do jornal "Aujourd'hui en France" que escreve que os sequestradores das meninas adotam um discurso totalmente anacrônico e "apavorante". O vídeo no qual o líder da seita afirma que vai se casar com uma menina de 9 anos e com outra de 12 anos é a prova disso.

Boko Haram, os "talibãs da Nigéria"

Esse é o nome que essa seita adotava quando foi criada em 2002, diz o "Libération". Nesses 12 anos de existência, o grupo jamais havia conseguido realizar um ataque com um impacto tão grande quando esse rapto coletivo de estudantes.

O jornal se questiona sobre as intenções dessa seita. O que eles querem realmente? A instauração de um governo independente no norte da Nigéria? A criação de uma comunidade fundamentalista que rejeita todos os valores do mundo moderno? Ao que parece, ninguém ainda tem essa resposta. O Libération lembra que vários Estados do norte da Nigéria já adotam uma versão extrema da charia, o código de leis do islamismo, e algumas dessas regiões até nutriam simpatia pelo Boko Haram. Mas, com esses sequestro, esse apoio popular tende a acabar e a atenção internacional gerada por esse caso pode ser fatal para o grupo.

Além da mobilização internacional dos governos, uma campanha virtual na internet também faz pressão pela libertação das meninas. A hashtag #bringbackourgirls (tragam de volta as nossas meninas, em português) já tem quase meio milhão de assinaturas em alguns dias.

 

 

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