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Europa/Eleições

Boca de urna na Holanda indica derrota de populista; Ukip cresce no Reino Unido

O candidato Geert Wilders votou ontem em Haia, na Holanda.
O candidato Geert Wilders votou ontem em Haia, na Holanda. REUTERS/Michael Kooren

Depois da Holanda e do Reino Unido, ontem, os eleitores da República Tcheca e da Irlanda votam nesta sexta-feira (23) na segunda etapa das eleições europeias para renovar o Parlamento Europeu. Na Holanda, as pesquisas de boca de urna revelaram uma surpresa. O partido populista PVV teria recebido apenas 12% dos votos, ficando em quarto lugar, quando era apontado como favorito. Já no Reino Unido, o ultradireitista Partido pela Independência do Reino Unido (Ukip) lidera as pesquisas de boca de urna.

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Antes da votação, os institutos de pesquisa colocavam o PVV, do líder populista Geert Wilders, em primeiro lugar nas intenções de voto na Holanda. O partido, que é aliado da extrema-direita francesa, parece ter sido vítima de sua própria campanha contra a União Europeia e incapacidade de mobilizar seus simpatizantes.

Segundo analistas, a derrota de Wilders não vai impedir a ascensão dos "eurocéticos" e extremistas de direita em outros países da Europa, onde os eleitores vão às urnas até domingo. Mas, se a derrota se confirmar, ela será reveladora de um dos desafios dos partidos antieuropeus: motivar seus eleitores a votar, o que eles não fazem com frequência.

A boca de urna na Holanda aponta o partido de centro D66 na liderança do pleito (15,6%), seguido de perto pelos cristãos-democratas do CDA (15,2%) e os liberais do VVD (12,3%). Com 12,2%, o PVV recuaria quase cinco pontos em relação à eleição de 2009. A taxa de participação foi baixa, como na eleição passada, em torno de 37%.  

Imprensa holandesa destaca derrota

Mesmo com a proibição de publicar pesquisas e resultados parciais até o final da votação, no domingo, a imprensa holandesa destacou nas manchetes de hoje a provável derrota do PVV. O partido populista é o "grande perdedor" das eleições europeias e fracassou em sua estratégia de "transformar as eleições do Parlamento num referendo sobre a União Europeia", escreveram os jornais Financieele Dagblad e Trouw, respectivamente.

Ukip cresce no Reino Unido

Já no Reino Unido, onde os britânicos votaram ontem para o Parlamento Europeu e conselhos locais, o ultradireitista Partido pela Independência do Reino Unido (Ukip) teria conseguido melhorar seu desempenho, tornando-se a terceira força política nacional, com 17% dos votos, segundo projeções da BBC. 

Os Trabalhistas teriam vencido a votação com 31% dos votos, seguidos pelos Conservadores (29%), majoritários na coalizão de governo. Os Liberais, que integram o executivo de David Cameron, aparecem em quarto lugar (13%), de acordo com as projeções parciais da BBC.

Mesmo sem conquistar uma prefeitura sequer, o Ukip entra para o conselho municipal de 135 localidades do Reino Unido, contra 15 atualmente, de acordo com resultados parciais de dois terços dos 161 municípios em disputa. Só Londres parece ter resistido ao voto populista no Ukip.

Assim como na Holanda, a taxa de participação no Reino Unido também foi baixa, em torno de 36% dos eleitores votaram. 

Os 28 países da União Europeia votam até domingo para eleger 751 deputados do Parlamento Europeu. A Holanda vai levar 26 deputados ao plenário europeu, o Reino Unido, 73, a República Tcheca, 21, e a Irlanda, 11.

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