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Imprensa

Com eleição, Ucrânia tenta virar a página da crise política

Militante pró-russo perto de  Slaviansk no elste da Ucrânia.
Militante pró-russo perto de Slaviansk no elste da Ucrânia. REUTERS/Yannis Behrakis

No próximo domingo, a Ucrânia vai tentar virar a página da crise política e escolher um novo presidente depois da queda de Viktor Yanukovitch em fevereiro passado. Essa eleição, porém, está cercada por muitas dúvidas. Além da crise ucraniana, os jornais franecses desta sexta-feira (23) também se interessam pela visita do papa à terra Santa.

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Para jornal o jornal Les Echos, essas eleições de domingo vão acontecer sob grande tensão. O que está em jogo, avalia o diário, é a legitimitade dos resultados. Para isso, Kiev terá que garantir que o pleito seja transparente e na quase totalidade do território. Esse, aliás, será o grande desafio deste domingo. No leste do país, os separatistas pró-russos que permanecem em Donetsk e Lugansk ameaçam impedir a eleição.

Ontem, hormens fortemente armados invadiram seções eleitorais da região e roubaram computadores e as listas de inscrição dos eleitores. Prova de que o clima na Ucrânia é realmente tenso, avalia o diário econômico. Muitos eleitores temem tiroteios e ataques com granadas nos locais de votação.

Movimento separatista perde fôlego

Em Donetsk, diz Les Echos, os separatistas "não controlam quase nada, mas aproveitam da ambuguidade da polícia" local. A autoproclamada República Popular de Donetsk seria um Estado menor que o Vaticano e sem nenhum aparelho institucional. Um punhado de homens protegidos por uma cerca de arame distribuem credenciais para a imprensa, mas esse é todo o poder que eles têm, escreve Les Echos.

Quanto ao apoio popular, as milhares de pessoas que pediam a separação da Ucrânia ou até mesmo uma anexação à Rússia sumiram. Para o jornal, o entusiasmo dos primeiros dias passou, mas permanece a hostilidade em relação ao governo central.

População teme pelo futuro do leste da Ucrânia

Parte da população do leste da Ucrânia está muito preocupada com o futuro da região. Com medo de represálias, essas pessoas preferem não expressar abertamente o seu apoio à unidade territorial da Ucrânia. Para eles, a única maneira de manter a Ucrânia unida seria uma eleição "convincente" no domingo.

Sem isso, eles veem um futuro sombrio para o leste da Ucrânia, que se tornaria uma espécie de "região sem lei" sob a influência da máfia russa e de milícias separatistas. Com medo, segundo o Libération, muitos ucranianos dessa parte do país pensam em se mudar para o centro da Ucrânia ou para outra região mais longe da mão poderosa da Rússia.

Papa na Terra Santa

Já o jornal Figaro destaca a visita do papa Francisco à Terra Santa. O Sumo Pontífice chega amanhã à Jordânia e depois segue para uma visita de três dias a Belém, no território palestino, e a Jerusalém. Francisco faz questão de enfatizar que a sua visita tem um aspecto "estritamente religioso".

No trajeto do papa estão os locais sagrados do Cristianismo, como o Santo Sepulcro e o rio Jordão, onde os cristãos acreditam que Jesus foi batizado. Mas, obviamente, o papa Francisco não vai conseguir escapar da tensão política que cerca a sua viagem, avalia o jornal conservador.

Grupos palestinos festejam o fato de o papa começar a visita por Belém. Do lado israelense, porém, essa escolha não foi bem recebida. Um ex-embaixador israelense entrevistado pelo jornal diz que o governo israelense ficaria mais confortável se o papa não desse tanta importância à visita a Belém.

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