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Imprensa

Jornais franceses noticiam fuga de suspeito de tráfico de ingressos da Copa

Quadrilha internacional de cambistas foi apreendida por vendas ilegais de ingressos na Copa.
Quadrilha internacional de cambistas foi apreendida por vendas ilegais de ingressos na Copa. policialbr.com

Raymond Whelan é assunto de várias edições online de publicações francesas nesta sexta-feira (11). O inglês, de 64 anos, diretor da empresa Match Services, contratada pela Fifa, é acusado de liderar uma rede de venda ilegal de ingressos para a Copa. Ontem, enquanto a polícia chegava ao Copacabana Palace para interrogá-lo, Whelan fugia pelas portas dos fundos, como mostram imagens do serviço de segurança do hotel.

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O jornal Libération utiliza as informações da AFP, relatando que Whelan é suspeito de ter vendido cerca de mil ingressos a cada partida, por cerca de mil euros cada bilhete. Essas entradas eram destinadas, originalmente, como convites gratuitos a parceiros oficiais e federações. A rede encabeçada por Whelan teria começado suas atividades na Copa do Mundo de 2002, que aconteceu no Japão e Coreia do Sul.

O diário Le Parisien conta que o britânico foi preso na segunda-feira, também no Copacabana Palace, e liberado no dia seguinte, mediante uma fiança de cerca de 1.800 euros (equivalente a 5.400 reais). Seu passaporte e credenciamento para o Mundial foram confiscados. O procurador do Rio, Marcos Krac, declarou que Whelan poderia ter pedido um outro passaporte no consulado britânico, uma vez que não havia mandado de prisão contra ele.

Quadrilha

O jornal gratuito 20 Minutes informa que agora Ray Whelan é considerado um “fugitivo” da Justiça brasileira. Onze pessoas, incluindo o inglês, tiveram prisão preventiva decretada. Um outro suspeito, o advogado brasileiro José Massih foi o único que escapou da detenção. Segundo a polícia, Massih fica em liberdade “por ter colaborado nas investigações”. Os doze acusados vão responder por formação de quadrilha, revenda no mercado negro, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e fraude fiscal.

Com exceção de Whelan, os outros dez indiciados no caso batizado de “Jules Rimet” já estão detidos no Complexo Penitenciário de Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, incluindo o franco argelino Mohamadou Lamine Fofana, considerado como o braço direito de Whelan.

 

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