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Gaza/Manifestação

Protesto pró-palestinos termina sob violentos confrontos em Paris

Manifestantes pró-palestinos se revoltaram com a proibição da manifestação prevista para hoje (19) em Paris.
Manifestantes pró-palestinos se revoltaram com a proibição da manifestação prevista para hoje (19) em Paris. REUTERS/Philippe Wojazer

A proibição, pelas autoridades francesas, de uma manifestação em apoio aos palestinos da Faixa de Gaza prevista para acontecer neste sábado (19), em Paris, ocasionou uma violenta revolta dos participantes. Centenas de manifestantes resolveram realizar o ato e entraram em confronto com a polícia. Uma pessoa ficou ferida e 33 foram presas.

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Mesmo sob forte vigilância policial, os manifestantes resolveram realizar a manifestação no início desta tarde. “Somos todos palestinos!”, “A Palestina viverá, a Palestina vencerá!”, gritavam os participantes.

O norte da capital já estava isolado e sob forte proteção policial desde o final desta manhã. Com o início da manifestação, dezenas de viaturas chegaram ao local e os policiais tentaram reprimir o movimento, gerando uma violenta revolta.

Os manifestantes entraram em confronto com as forças de segurança nas imediações do bairro de Barbès e atiraram pedras e garrafas. Os policiais responderam com bombas de gás lacrimogêneo, transformando o local em um cenário de guerra.

Revoltados, alguns manifestantes queimaram carros e lixeiras nas imediações do boulevard de la Chapelle, uma das principais avenidas do bairro. Muitos comerciantes resolveram fechar suas lojas ao ver os confrontos se estendendo a várias ruas do norte da capital, até mesmo próximo à região turística de Montmartre.

Os confrontos entre manifestantes e polícia continuaram até o final da tarde. Um militante ficou ferido e 33 foram presos.

Decisão Inédita

Em uma decisão inédita na Europa, a prefeitura de Paris proibiu o ato ontem devido aos confrontos diante de duas sinagogas da capital no domingo passado, quando uma primeira manifestação em favor dos palestinos foi realizada e 8 pessoas ficaram feridas.

A Justiça francesa lembrou que realizar um ato proibido pode ser punido com até seis anos de prisão e uma multa de € 7,5 mil (cerca de R$ 22,6 mil).

Uma das diretoras do único partido político a manter seu apoio à manifestação de hoje mesmo após a proibição, o Novo Partido Anticapitalista (NPA), Sandra Demarcq, julgou “ilegítima e escandalosa” a decisão do governo francês. “A solidariedade ao povo palestino tem que ser expressada”, declarou.

Já a embaixada dos Estados Unidos em Paris resolveu alertar os turistas sobre os riscos de confrontos e violências nas manifestações em favor dos palestinos na França, especialmente em Paris. “Nós recomendamos aos cidadãos norte-americanos evitar os protestos e tomar cuidado nas proximidades de qualquer um destes atos”, diz o comunicado.

Em várias outras cidades francesas e europeias, milhares saíram às ruas hoje para apoiar os palestinos de Gaza e pedir o fim dos ataques israelenses. Com exceção de Paris, os atos realizados hoje em toda a Europa não registraram violências.

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