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Villepin defende no "Figaro" intervenção da ONU nos territórios palestinos

O ex-premiê Dominique de Villepin.
O ex-premiê Dominique de Villepin. AFP/Jean-François Monier

A guerra entre Israel e Palestina, o "default" parcial da dívida argentina e a epidemia do vírus Ebola, que se espalha na África, são as principais manchetes dos jornais franceses nesta sexta-feira (1). O ex-primeiro-ministro Dominique de Villepin publica uma tribuna no jornal Le Figaro na qual ele cobra um papel mais influente da França no conflito entre israelenses e palestinos.

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Dominique de Villepin diz que é preciso "elevar a voz diante do massacre" que está ocorrendo na Faixa de Gaza. O ex-premiê, sempre lembrado por ter vetado a invasão americana no Iraque, em 2003, pede ao presidente François Hollande e à comunidade internacional que ajam para pôr um fim à guerra atual no enclave palestino.

Logo no início do texto, Villepin afirma que a França "sempre estará comprometida com a segurança e a existência do Estado de Israel". Mas, acrescenta, que "não é possível se resignar" diante da atual situação dos palestinos nos territórios ocupados.

O ex-primeiro-ministro condena "mentiras" que vêm sendo ditas sobre a intervenção militar israelense e propõe uma correção: a primeira verdade, segundo ele, é que "o direito internacional não prevê a busca da segurança por intermédio de uma ocupação militar" e menos ainda "com direito ao massacre" de uma população. Já que as partes não conseguem negociar uma solução pacificamente, Dominique de Villepin afirma que a saída é colocar os territórios palestinos − Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental − sob administração da ONU, com uma força de paz internacional.

Dívida argentina

O diário econômico Les Echos informa que o calote parcial da dívida argentina envolve uma pequena soma de dinheiro, e as autoridades trabalham para evitar um agravamento da crise. Por enquanto, a Argentina deixou de pagar uma parcela de US$ 539 milhões a seus credores, valor que já está depositado em juízo nos Estados Unidos. Especialistas ouvidos pelo diário consideram que até o dia 26 de setembro, a Argentina deve "assinar um armistício".

Le Figaro afirma que a Argentina resistiu à pressão da justiça americana e dos fundos especulativos por uma questão de princípio, pensando no futuro do país. Se Buenos Aires pagasse a totalidade do que é pedido pela justiça americana, a jurisprudência estaria criada e o país exposto a um futuro imprevisível.

Epidemia do vírus Ebola

A epidemia de febre hemorrágica que se propaga rapidamente no oeste da África é matéria de capa do jornal Libération. O vírus, letal, chegou às principais cidades do continente, o que leva o jornal a questionar, em seu editorial, se os ocidentais estão esperando o Ebola entrar na Europa para se interessar por essa doença mortal. Libération lembra que num mundo globalizado, ninguém pode garantir que uma epidemia vá ficar circunscrita a um continente.

O jornal de esquerda entrevista a especialista americana Laurie Garrett. Ela confirma a situação alarmante, enfatizando que o Ebola nunca havia chegado a zonas urbanas. Outro elemento inédito é que o vírus nunca tinha atingido três países simultaneamente, como é o caso na Serra Leoa, Libéria e Guiné.
 

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