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Brasil/Eleições

Marina é "candidata da terceira via", diz Les Echos

A candidata à presidência do Brasil, Marina Silva, fotografada em Brasília no dia 20 de agosto de 2014.
A candidata à presidência do Brasil, Marina Silva, fotografada em Brasília no dia 20 de agosto de 2014. REUTERS/Ueslei Marcelino

O jornal especializado em economia Les Echos comenta nesta sexta-feira (22) a entrada de Marina Silva na disputa pela presidência do Brasil. O diário afirma que ela é a "candidata da terceira via".

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Les Echos diz que a nomeação de Marina Silva como candidata "perturba o jogo" das eleições. Para o jornal, a ecologista volta em "posição de força", e a morte trágica de Eduardo Campos atrai para ela a simpatia do eleitorado brasileiro. 

"Marina Silva poderia retomar elementos do discurso social caro a Dilma, e críticas de Aécio sobre a política econômica do atual governo, num contexto em que o crescimento está próximo de zero", analisa Les Echos. O jornal nota que uma das prioridades de Marina deverá ser "se reconciliar com os pesos pesados do agronegócio".

Tráfico de marfim

O Libération estampa em sua capa uma enorme foto de um elefante, com o título "Os Crimes do Ouro Branco". O jornal progressista denuncia o crescimento do tráfico de marfim, que coloca em risco a sobrevivência dos elefantes.

As ongs ambientalistas estimam que o número de elefantes na África caiu de 10 milhões, no início do século 20, para 500 mil em 2014. A China é o principal mercado e a França é um dos pontos de passagem desse tráfico. Um quilo de marfim pode render até € 1.200, o equivalente a mais de R$ 3.600. Nesta semana, os agentes da alfândega do aeroporto de Roissy, na região parisiense, anunciaram a apreensão de 25 quilos de marfim clandestino.

Segundo Libération, o comércio ilegal de marfim está ligado a redes de traficantes de drogas e armas. "São justamente as somas fenomenais engendradas por todo tipo de tráfico, e sobretudo o do marfim, que financiam certos conflitos armados, como os do Darfur ou do Sudão do Sul", explica o diário em seu editorial. "Lutar pela sobrevivência do elefante permite, portanto, reduzir os recursos dos senhores da guerra", conclui Libération.

O jornal argumenta ainda que o elefante tem um papel importante na manutenção da variedade do ecossistema. Para Libération, os países ocidentais têm a obrigação de ajudar os países em desenvolvimento a proteger esses animais.

Caso Dufflot

Le Figaro destaca em sua manchete o chamado "caso Dufflot". A ex-ministra ecologista Cécile Dufflot acaba de publicar um livro cheio de críticas contra o presidente francês, François Hollande. O caso está provocando divisão na maioria socialista e entre seus aliados ecologistas.

A polêmica é um prato cheio para o conservador Le Figaro, que intitula seu editorial "A Inconsciente e o Inconsistente", em referência à ex-ministra e ao presidente. O jornal culpa os dois pelo "marasmo econômico" da França.

Segundo Le Figaro, a ex-ministra da Habitação deu um golpe duro ao setor da construção e das obras públicas "por pura ideologia". O jornal também critica o "casamento arranjado", em suas palavras, entre socialistas e ecologistas, que não funcionou. Os verdes acabaram saindo do governo e ainda não decidiram se continuam participando da maioria parlamentar.

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