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Imprensa

Nível de vida dos franceses cai em 2012

Capa dos jornais franceses Les Echos e Le Figaro desta terça-feira, 9 de setembro de 2014
Capa dos jornais franceses Les Echos e Le Figaro desta terça-feira, 9 de setembro de 2014 Montagem/RFI

A imprensa desta terça-feira (9) destaca a queda do nível de vida e também da desigualdade na França em 2012. Mas os salários vão crescer acima da inflação a partir deste ano, revela o Les Echos. Os jornais também analisam a volta anunciada do ex-presidente Nicolas Sarkozy à política francesa.

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Um estudo do Instituto Nacional da Estatística da França (INSEE), publicado hoje por vários jornais, informa que os franceses, de todas as classes sociais, empobreceram em 2012. O nível de vida no país caiu 1% naquele ano. A boa notícia é que como a queda atingiu todas as classes sociais, a desigualdade também recuou em 2012, explica Le Figaro. O número de pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza diminuiu de 8,7 milhões em 2011 para 8,5 milhões em 2012. Com isso, a taxa de pobreza no país passou de 14,3% para 13,9% no mesmo período.

Salários em alta

Outra boa notícia é que a partir deste ano os salários vão crescer mais do que a inflação, diz o Les Echos. Segundo o estudo de uma consultoria privada publicada pelo diário econômico, os salários vão crescer este ano e em 2015, 2,6%. Isso vai reforçar o poder de compra. A inflação esperada este ano é de 0,7%.

No entanto, ainda é cedo para comemorar, ressalta Les Echos. A alta salarial na França é inferior a esperada em outros países europeus, como Alemanha, Itália e Reino Unido, por exemplo, e principalmente menor do que as altas registradas antes da crise, que variavam de 3,2% a 3,5%.

Volta de Sarkozy à vida política

Aujourd'hui en France informa que depois de uma longa reflexão o ex-chefe de Estado francês decidiu disputar presidência do partido conservador UMP com o objetivo de ser o candidato da sigla nas eleições presidenciais de 2017. A decisão foi confirmada por aliados de Sarkozy, mas ainda não foi oficializada pelo ex-presidente.

Sarkozy quer surpreender. Ele deve fazer um discurso na TV, postar uma mensagem no Facebook e publicar uma tribuna na imprensa regional para explicar os motivos de seu retorno, explica o jornal, sem, no entanto, anunciar datas. Aujourd'hui en France adianta que o ex-presidente vai tentar mostrar que não volta à política apenas para se defender dos vários escândalos judiciários que está envolvido, mas, sim, por causa da grave "crise econômica e moral que atravessa o país".

O tabloide avalia que o retorno de Sarkozy, que tinha dado adeus à política após sua derrota nas presidenciais de 2012, não será tarefa fácil. O último que conseguiu essa façanha foi o General De Gaulle e em circunstâncias completamente diferentes, lembra o Aujourd'hui en France.

Novo escândalo envolvendo Sarkozy

O novo escândalo envolvendo Sarkozy está estampado na capa do Libération de hoje (9). O jornal de esquerda revela que o ex-presidente pediu a amigos ricos e emires árabes para financiar um fundo de investimento. O projeto batizado “Columbia” era comandado por Stéphane Courbit, um aliado do ex-chefe de Estado.

Em 2012, Sarkozy teria feito três viagens em jatinhos privados para pedir fundos e chegou a conseguir uma promessa de investimento de € 200 milhões de euros (cerca de R$ 650 milhões) do Catar. O fundo Columbia, que, segundo o jornal visava enriquecer o ex-presidente, acabou não sendo criado, mas o caso foi descoberto e está sendo investigado pela justiça francesa. A credibilidade de Sarkozy volta a ser questionada e pode complicar o retorno desejado do ex-presidente à vida política, afirma Libé.
 

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