Acesso ao principal conteúdo
Brasil/Repercussão

Desaceleração do PIB brasileiro é “má notícia” às vésperas da eleição

Fotomontagem dos sites Boursier.com e Les Echos.fr com previsões de crescimento da economia brasileira.
Fotomontagem dos sites Boursier.com e Les Echos.fr com previsões de crescimento da economia brasileira.

A menos de duas semanas da eleição, o governo brasileiro reduziu a previsão oficial de crescimento da economia. A estimativa de alta do PIB caiu de 1,8% para 0,9%, o que chamou a atenção da imprensa francesa na manhã desta terça-feira (23).

Publicidade

O site do jornal econômico Les Echos afirma que a previsão mais pessimista de crescimento é “uma má notícia para o futuro vencedor da eleição presidencial no Brasil”. Os analistas de mercados são ainda mais duros e estimam uma alta de apenas 0,3% ao final deste ano, estima o jornal.

Na sua versão eletrônica, o jornal Le Figaro lembra que o Brasil “é a sétima economia mundial, mas entrou em recessão técnica no começo do ano após o PIB ter caído por dois trimestres consecutivos”, noticia o diário conservador.

O site Boursier.com, especializado em finanças, explica os motivos por trás da desaceleração da economia brasileira. “A organização da Copa do Mundo levou várias cidades a decretar feriados para evitar problemas no trânsito, o que provocou uma queda no ritmo do setor industrial. O Brasil também enfrentou uma queda de 5,3% nos investimentos nesse período, o pior desempenho desde o começo de 2009”.

Para a imprensa francesa, há um consenso: o próximo presidente vai enfrentar um começo de mandato difícil e terá que acelerar um programa de reformas estruturais profundas. Os primeiros meses de 2015 serão decisivos para a economia brasileira. A agência de notação Moody’s pode, inclusive, abaixar a nota da dívida soberana do Brasil, se não houver uma retomada do crescimento econômico nos próximos dois anos, alerta o jornal Les Echos.

 

 

 

 

 

 

 

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.