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Classe média emergente é quem vai decidir eleição presidencial do Brasil, diz Le Figaro

Reta final da campanha eleitoral no Brasil, é destaque nos jornais Libération e Le Figaro desta quarta-feira 01 de outubro de 2014.
Reta final da campanha eleitoral no Brasil, é destaque nos jornais Libération e Le Figaro desta quarta-feira 01 de outubro de 2014.

Nessa reta final da campanha eleitoral no Brasil, o interesse da imprensa francesa pelas eleições no Brasil  aumenta a cada dia. Nesta quarta-feira (1), a quatro dias do primeiro turno, duas reportagens abordam questões que dominam o debate eleitoral e podem determinar o resultado nas urnas. Le Figaro diz que a nova classe média emergente brasileira será o fiel da balança da eleição presidencial brasileira. Libération destaca o descontentamento dos jovens que no ano passado participaram das grandes manifestações no país.

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A reportagem da correspondente do Le Figaro no Brasil afirma que a nova classe média, formada por 100 milhões de brasileiros, isto é, a metade da população do país, é o grupo mais disputado pelos candidatos a presidente. Ao contrário dos ricos, que votam em Aécio Neves (PSDB) ou Marina Silva (PSB), e dos pobres, que votam em Dilma Rousseff (PT), o texto explica que os eleitores da classe média emergente, que ganham entre dois a cinco salários mínimos, ainda estão indecisos.

No entanto, muitos eleitores dessa nova classe média se identificam com a história de vida de Marina Silva, que conheceu a miséria, mas conseguiu estudar e subir na vida. Para evitar essa identificação, a candidata-presidente Dilma Rousseff faz campanha insistindo que Marina, aconselhada por banqueiros e economistas neoliberais, terá uma política hostil às classes populares, diz o jornal conservador.

Nesse momento de estagnação da economia brasileira, os eleitores dessa nova classe média terão que escolher entre um Estado forte e uma ascensão favorecida pelas leis de mercado, conclui Le Figaro.

Eleitores jovens descontentes

A reportagem do jornal de esquerda Libération fala do descontentamento dos jovens que surpreenderam o país com as grandes manifestações de junho de 2013. O texto afirma que um ano após as manifestações brasileiras, as eleições de domingo próximo não mobilizam os jovens, que agora estão resignados.

A agitação social de junho de 2013 é uma lembrança longínqua. Os manifestantes nas ruas foram substituídos por militantes pagos pelos partidos para fazer campanha. A correspondente do Libé entrevistou jovens eleitores que não se sentem representados por nenhum dos três principais candidatos e vão votar em branco. A matéria informa que o movimento Anonymous Brasil conclama, inclusive, os eleitores a boicotar a votação.

Nem Marina Silva, que segundo o jornal encarna a mudança, mobiliza suficientemente os jovens entrevistados pelo fato de ser evangélica ortodoxa. O jornal cita como prova da desmobilização este ano a taxa de eleitores entre 16 e 17 anos, para quem o voto é facultativo, que recuou um terço, em relação à última eleição.

Libé lembra que Dilma Rousseff é a favorita nas pesquisas, mas escreve que independentemente do candidato vitorioso nas urnas, os manifestantes vão voltar às ruas. "A classe política brasileira não ouviu a mensagem dos manifestantes e nada foi feito para melhorar os serviços públicos e lutar contra a corrupção", diz um especialista citado na reportagem.
 

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