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Jornais franceses felicitam Malala, Nobel da Paz, e alertam para Ebola

Malala Yousafzai em Washington, EUA, 11/10/2013.
Malala Yousafzai em Washington, EUA, 11/10/2013. REUTERS/Gary Cameron

Os principais diários da França trazem neste final de semana o perfil da jovem paquistanesa Malala Yousafzai, 17 anos, a mais jovem laureada do prêmio Nobel da Paz. “Uma Nobel contra os demônios do Paquistão”, diz Le Monde.

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O jornal Libération retraça o curto trajeto de Malala, nascida na zona montanhosa de Swat, região conhecida como a “Suíça do Paquistão”. Ela cresce em uma tribo muito conservadora, onde as meninas vão à escola, mas casam-se muito cedo e logo ficam confinadas dentro de casa. O amor de Malala pelos livros e pela escola teve um grande incentivador: o pai, Ziauddin Yousafzai, militante de direitos humanos e diretor de uma escola de meninas.

Aos 11 anos, em 2009, Malala começa a escrever um blog, publicado pela BBC, a respeito da vida sob o comando dos talibãs. Em 2012, ela sofre um atentado – a van escolar onde estava é invadida por homens armados. Gravemente ferida na cabeça, ela passa seis dias em coma e depois é transferida para a Inglaterra, onde está refugiada até hoje.

Malala divide o prêmio Nobel da Paz 2014 com o indiano Kailash Satyarthi, “discípulo de Gandhi pela defesa das crianças”, diz o jornal Le Figaro. Ele dirige desde 1980 uma ONG mobilizada na luta contra o trabalho infantil forçado.

À espera do Ebola

Outro assunto que ocupa as manchetes francesas é a ameaça do Ebola. O primeiro-ministro Manuel Valls pede “prudência”, a fim de evitar o pânico, conta o Figaro. O jornal acompanha, na Libéria, um dos países africanos mais atingidos pela epidemia, o trabalho de uma enfermeira francesa voluntária. “O medo está sempre presente, mas é preciso confiar nos procedimentos”, conta Cathy.

O jornal Aujourd’hui em France lança a pergunta: “Quando vão serão feitos controles no desembarque de aeroportos?”. Um segundo caso suspeito foi descartado na sexta-feira (10), mas a ministra da Saúde Marisol Touraine, declarou que um dispositivo de segurança deve ser adotado em breve nos aeroportos franceses, a exemplo do que já acontece em outros países, como os Estados Unidos.
 

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