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Ebola/EUA

EUA confirmam segundo caso de contágio de ebola no país

Autoridades sanitárias do Texas desinfectam a casa da enfermeira Nina Pham, primeira pessoa a contrair o ebola nos Estados Unidos.
Autoridades sanitárias do Texas desinfectam a casa da enfermeira Nina Pham, primeira pessoa a contrair o ebola nos Estados Unidos. REUTERS/City of Dallas/Handout

Os Estados Unidos confirmaram nesta quarta-feira (15) um segundo caso de contágio de ebola em seu território. O doente foi contaminado no Hospital Presbiteriano de Dallas, no Texas. Ele faz parte da equipe médica que cuidou do liberiano Thomas Duncan, que morreu na semana passada.

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Em um comunicado, o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos aponta que, além dos dois profissionais da saúde contaminados durante o tratamento do liberiano Thomas Duncan, outras pessoas podem ter contraído a doença. O centro confirmou ontem que 76 pessoas do Hospital Presbiteriano de Dallas foram colocadas em quarentena.

A contaminação da enfermeira Nina Pham, de 26 anos, que fazia parte da equipe médica que cuidava de Duncan, foi confirmada no último domingo (12) e, desde então, ela está hospitalizada. Ontem, o Hospital Presbiteriano de Dallas informou que Nina reage bem ao tratamento.

As investigações feitas pelo CDC para identificar as falhas que levaram às contaminações no Texas concluíram que os atendentes do Hospital Presbiteriano de Dallas não seguiram o protocolo preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, o Sindicato Nacional das Enfermeiras denuncia que não houve comunicação das autoridades sobre as medidas a serem adotadas no contato com os doentes.

Thomas Duncan viajou da Libéria ao Texas no dia 20 de setembro. Dias depois de chegar aos Estados Unidos, o liberiano começou a apresentar sintomas da doença e foi hospitalizado no dia 28 de setembro. Ele não resistiu ao tratamento e morreu no dia 8 de outubro.

Milhares de novos casos até dezembro

A Libéria é o país com o maior número de casos diagnosticados e de mortos pelo ebola. Nesta quarta-feira, os médicos que estavam em greve pedindo um abono salarial de risco voltaram a trabalhar, para alívio do governo e da população.

No entanto, o chefe da missão da ONU sobre o controle da epidemia, Anthony Banbury, fez uma nova advertência alarmante: a partir de dezembro, entre 5 mil e 10 mil novos casos da doença serão diagnosticados por semana nos países da Africa Ocidental. Banbury disse que o mundo está perdendo a corrida contra a febre hemorrágica.

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