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Coreia do Norte/EUA

Coreia do Norte liberta prisioneiro americano em busca de diálogo com EUA

O americano Jeffrey Fowle, em imagem de junho de 2014.
O americano Jeffrey Fowle, em imagem de junho de 2014. REUTERS/City of Moraine

Analistas acreditam que a Coreia do Norte libertou nesta terça-feira (21) um dos três americanos presos no país para aumentar as chances de diálogo com os Estados Unidos. O regime comunista de Pyongyang busca romper o isolamento internacional, na opinião de especialistas ouvidos pelas agências internacionais.

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A libertação de Jeffrey Fowle, de 56 anos, preso em abril sob a acusação de que tinha deixado uma bíblia no hotel onde esteve hospedado, surpreendeu os analistas. O Departamento de Estado não revelou detalhes da operação, disse apenas que Fowle foi transportado para a ilha americana de Guam, no Pacífico, e está em boas condições de saúde. Os Estados Unidos agradeceram a Suécia, que representa a Casa Branca ao lado do país comunista.

Não é certo que a estratégia de aproximação norte-coreana vá dar certo, já que o presidente Barack Obama tem dito que não negocia com um regime que utiliza cidadãos americanos como moeda de troca política.

Sufocada pelas sanções internacionais, a Coreia do Norte quer relançar as negociações com o chamado grupo dos seis, composto pelas duas Coreias, Rússia, Japão, China e Estados Unidos. Mas o fim do isolamento e a ajuda econômica dependem da suspensão do programa nuclear norte-coreano.

Dois americanos continuam em poder do governo comunista. Kenneth Bae, condenado em 2012 a 15 anos de trabalhos forçados, foi acusado de proselitismo evangélico destinado a derrubar o regime. O outro preso é Matthew Miller, condenado em abril a seis anos de trabalhos forçados por ter entrado no país, segundo Pyongyang, disfarçado de turista.

Reféns japoneses

Na semana que vem, o Japão vai enviar uma delegação à Coreia do Norte para obter informações sobre os japoneses sequestrados no país durante a Guerra Fria. Dezessete pessoas, segundo o governo de Tóquio, contratadas para dar cursos de língua e cultura japonesas a espiões norte-coreanos desapareceram nos anos 70 e 80.

Após vários anos de negociações bilaterais, o governo norte-coreano tentou encerrar o caso liberando cinco japoneses. Oito reféns foram declarados mortos. Mas o Japão quer provas e condiciona a normalização das relações diplomáticas com a resolução do caso.

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