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Ebola/EUA/África

Nova York e Mali registram primeiros casos de ebola

O prefeito e o governador de Nova York, Bill de Blasio e Andrew Cuomo, respectivamente, durante entrevista sobre o primeiro infectado pelo ebola na cidade.
O prefeito e o governador de Nova York, Bill de Blasio e Andrew Cuomo, respectivamente, durante entrevista sobre o primeiro infectado pelo ebola na cidade. REUTERS/Eduardo Munoz

As autoridades americanas anunciaram nesta sexta-feira (24) o primeiro caso de ebola em Nova York. O médico Craig Spencer, de 33 anos, integrava a equipe da organização Médicos sem Fronteiras na Guiné. Na África Ocidental, a epidemia se espalha para mais um país: o Mali confirmou a contaminação de uma criança vinda da Guiné.

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Craig Spencer deixou a Guiné no dia 14 de outubro para voltar aos Estados Unidos e antes passou pela Europa. Ele foi hospitalizado ontem, com uma forte febre e dores abdominais. As autoridades tentam agora encontrar todas as pessoas com quem Spencer teve contato desde que chegou a Nova York.

No Mali, o primeiro caso da doença é uma menina de 2 anos, que chegou ao país da Guiné com a avó. Mais de 40 pessoas foram colocadas em observação depois do anúncio, entre elas, dez profissionais da saúde que tiveram contato com a criança.

Na Costa do Marfim, um enfermeiro guineense potencialmente contaminado também está sendo procurado pelas autoridades.

A epidemia continua fora de controle nos três países mais afetados pela doença: Guiné, Libéria e Serra Leoa. Neste último, a doença atinge a totalidade do território, resultando em pânico e confrontos entre a população e as autoridades, especialmente no leste do país, em quarentena desde agosto.

Logística

Em Genebra, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou ontem que a luta contra o ebola segue em estado de urgência mundial. Testes de vacinas contra o ebola serão realizados em dezembro na África ocidental. Centenas de milhares de doses do medicamento devem ser enviadas à região até o final do primeiro semestre de 2015, segundo a OMS.

Mais cedo, a União Europeia informou que aumentou de € 600 milhões para € 1 bilhão o montante que vai investir no combate à epidemia. A região também anunciou um novo comissário europeu para os Assuntos Humanitários, o cipriota Christos Stylianides.

A Etiópia confirmou hoje o envio de 200 profissionais de saúde a Serra Leoa, Guiné e Libéria. Eles se somarão ao grupo de mais de 600 enfermeiros e médicos de Uganda, Ruanda, Tanzânia, Burundi e Quênia que integrarão uma missão nos países mais afetados pela doença na África Ocidental.

França

O presidente francês François Hollande anunciou hoje em Bruxelas a extensão dos controles a todos os meios de transporte na França para prevenir a chegada do ebola ao país. Além das medidas colocadas em prática no aeroporto Charles de Gaulle, os portos que recebem navios vindos das nações mais afetadas também serão inspecionados.

Desde o início da epidemia, ao menos 480 pessoas procuraram os serviços de saúde temendo estar contaminadas. De acordo com o jornal francês Le Parisien, a metade destas suspeitas eram de pessoas que tinham passagem pela Guiné, mas nenhum caso foi confirmado.

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