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Refém francês/Mali

Grupo extremista Aqmi divulga vídeo de refém francês no Mali

O francês Serge Lazarevic é mantido refém no Mali pelo grupo extremista Aqmi desde novembro de 2011.
O francês Serge Lazarevic é mantido refém no Mali pelo grupo extremista Aqmi desde novembro de 2011. AFP

O grupo radical islâmico Aqmi, ligado à rede Al-Qaeda, divulgou nesta segunda-feira à noite (17) um vídeo mostrando o único refém francês no mundo atualmente, Serge Lazarevic. Nas imagens, o empresário sequestrado há quase três anos diz que está doente e faz um apelo ao presidente François Hollande para agir por sua libertação.

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Serge Lazarevic, de 50 anos, foi filmado dentro de uma caminhonete durante cerca de 30 segundos. Nas imagens divulgadas pelo Aqmi, ele aparece barbudo, muito magro e usando uma túnica tradicional tuaregue, etnia de rebeldes do Mali.

“Estou muito doente, tenho dores nos rins, sofro de uma hipertensão muito forte, tenho asma e dor nos joelhos. Sinto que minha vida está em perigo desde a intervenção francesa no Iraque”, diz o refém. “Eu peço, senhor presidente, que faça tudo pela minha libertação porque você é o responsável por tudo o que pode me acontecer”, finaliza.

O vídeo, que teria sido feito no dia 26 de setembro, também mostra o refém holandês Saraak Rijke. O governo francês confirmou a autenticidade da gravação.

Lazarevic, que tem nacionalidade francesa e sérvia, foi sequestrado no dia 24 de novembro de 2011 no Mali, junto com o colega Philippe Verdon, durante uma viagem de negócios. Verdon foi encontrado morto em julho de 2013.

Imagens chocantes

Na manhã desta terça-feira (18), a filha de Lazarevic, Diane, se declarou “chocada” com as imagens. “É apavorante vê-lo muito magro e fraco. Ele diz que está doente. O que mais me preocupa é que ele fala sobre seus rins. A qualidade da água não é boa no Mali”, disse.

Diane declarou que deve ser recebida nos próximos dias no Palácio do Eliseu, sede do governo francês. Ela fez um apelo a Hollande para que seu pai seja libertado “o mais rápido possível”.

Vulgarização da barbárie

Ao ser informado sobre o vídeo, François Hollande, criticou "a vulgarização da barbárie" que a divulgação dessas imagens representam.

“Por que esse vídeo? Para participar desta escalada de horror extremo, como na Síria? Ou eles querem nos lembrar que mantêm duas pessoas como reféns para mostrar o seu valor?”, questionou o presidente francês.

Hollande foi notificado da divulgação do vídeo a bordo de um voo para a Austrália, onde ele está em visita oficial. O governo ainda não se pronunciou sobre uma possível negociação para a libertação de Lazarevic.

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