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ONU/Conferência da FAO

Para FAO, Brasil e América Latina lideram combate à fome no mundo

O diretor geral da FAO, José Graziano
O diretor geral da FAO, José Graziano REUTERS/Max Rossi

Para José Graziano, diretor-geral da FAO (Agência das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), que foi ministro do governo Lula e um dos pais do programa Fome Zero, nos últimos anos, houve avanços significativos no combate à fome. "As conquistas são bastante expressivas: para dar uma ideia, até hoje, faltando um ano para cumprir os objetivos do milênio, nós temos 63 países que já alcançaram a primeira meta, que é reduzir à metade a proporção de pessoas com fome".

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Com informações de Gina Marques, correspondente da Radio France Internationale em Roma

Graziano participa da Segunda Conferência Internacional sobre Nutrição, que acontece em Roma entre quarta-feira (19) e sexta (21). No primeiro dia, os representantes de mais de 190 países que participam da cúpula adotaram duas diretivas, que propõem 60 recomendações para lutar contra as causas da alimentação inadequada, que provocam desnutrição e obesidade.

Nessa batalha contra a pobreza extrema e a desnutrição, a América Latina - e o Brasil, especificamente - têm apresentado excelentes resultados. "O Brasil ultrapassou isso", afirma Graziano. A FAO considera que o país conseguiu erradicar a fome como doença endêmica. "A América Latina é a única região como um todo que já atingiu a primeira meta do milênio", observa.

Novos desafios

De acordo com ele, os desafios do continente agora são problemas relacionados não só à nutrição, mas a uma maior participação governamental na educação alimentar das populações. Graziano cita países de primeiro mundo em que a alimentação é matéria escolar. "Nós não temos, nas nossas escolas, nenhuma preocupação com educar as crianças para uma melhor alimentação".

Outro ponto que carece de participação do poder público é a publicidade: "Há pouca atividade dos governos, por exemplo, na regulamentação da propaganda de alimentos que é feita na televisão e induz as crianças a comerem qualquer tipo de coisa", afirma.

E, finalmente, Graziano cita questões de saneamento como um desafio para a América Latina: "Há, sobretudo, uma questão de higiene. Desde a questão da infra-estrutura necessária, com tratamento de esgoto, os nossos rios que atravessam as cidades são muito poluídos e isso não pode continuar. Se nós quisermos ter mais saúde, nós temos que atacar essa dimensão da água, da higiene e da alimentação".
 

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