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Ebola/Epidemia

Sobe para quase 7 mil número de mortos pelo ebola na África

Profissionais da área de saúde em ação na fronteira da Libéria com Serra Leoa, em novembro de 2014.
Profissionais da área de saúde em ação na fronteira da Libéria com Serra Leoa, em novembro de 2014. Reuters/James Giahyue

O último balanço da OMS (Organização Mundial de Saúde), divulgado na noite de sábado (29), mostra que a evolução da doença acontece de forma diferente nos três países mais afetados pelo ebola. Se na Guiné e na Libéria a situação permanece sob controle, em Serra Leoa a epidemia não pára de progredir. 

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A epidemia do ebola se aproxima do dramático número de 7.000 mortos no oeste da África, segundo a OMS. Em somente três dias, 1.200 vítimas suplementares não resistiram ao mal.

Serra Leoa é hoje a principal fonte de preocupação das Nações Unidas. A epidemia não pára de se espalhar, provocando o surgimento de 400 a 500 novos casos por semana. As autoridades e a própria ONU justificam a esta evolução dramática pela falta de centros de tratamento e de medidas de precaução. Sem leitos para acolhê-los, os doentes acabam ficando em casa e contaminando seus parentes.

A Libéria apresenta sinais de controle da doença e suspendeu o estado de emergência na quinta-feira (27). A medida havia sido instaurada em 6 de agosto passado. A epidemia matou mais de 2.500 pessoas no país, de um total de 5.100 pessoas no oeste da África.

Na Guiné, um dos países mais afetados, o balanço é de 1.260 mortos.

Incerteza

Tal cenário questiona se a ONU vai atingir o objetivo de erradicar a epidemia nos próximos seis meses. "O combate está balançando a favor do ebola", denunciou a americana Samantha Power, embaixadora dos Estados Unidos na ONU, diante do Conselho de Segurança da instituição.

Em Washington, as pesquisas científicas continuam e os primeiros testes com uma vacina para combater o ebola são considerados encorajadores pelas autoridades americanas.

 

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