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Jornais franceses abordam polêmica na libertação do refém Serge Lazarevic

Serge Lazarevic foi libertado após três anos de cativeiro
Serge Lazarevic foi libertado após três anos de cativeiro REUTERS/Philippe Wojazer

A libertação nesta terça-feira (9) do refém francês Serge Lazarevic, que ficou três anos em cativeiro no Mali, é o principal tema da versão online dos grandes jornais franceses "Le Monde", "Libération" e "Le Parisien". A polêmica sobre um possível pagamento de resgate pelo governo francês é abordada pelos meios de comunicação, que entrevistaram especialistas no assunto.

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A libertação nesta terça-feira (9) do refém francês Serge Lazarevic, que ficou três anos em cativeiro no Mali, é o principal tema da versão online dos grandes jornais franceses "Le Monde", "Libération" e "Le Parisien".

O "Le Monde" aborda a questão da negociação para a libertação de Lazarevic. Segundo o jornal, o porta-voz do governo francês Stéphane Le Foll disse apenas que houve "uma negociação", que envolveu a França e outros países que agem na região africana para lutar contra o terrorismo, sem precisar o que foi negociado.

Perguntado se prisioneiros do grupo terrorista Aqmi foram libertados em troca da libertação de Lazarevic, o porta-voz disse que ouviu falar sobre o assunto, mas que não se aventuraria a fazer comentários sobre coisas que não sabe.

"Alguém pagou"

Já o "Libération" publicou que oficialmente a França não paga resgate, mas não exclui, como outros países europeus, a remessa de dinheiro por meio de terceiros. O jornal traz uma declaração do deputado e ex-juiz antiterrorista Alain Marsaud, que afirma que alguém pagou pela libertação de Lazarevic. "Se não foi o governo, foi uma empresa, uma seguradora", disse o magistrado.

O jornal lembra que três estrangeiros - um sueco, um holandês e um sul-africano - ainda são mantidos reféns no Sahel pela Aqmi. Eles foram sequestrados no dia 25 de novembro de 2011 em Tombouctou, no norte do Mali.

O jornal "Le Parisien" diz governo francês se recusaria a comentar a entrega de um resgate para não encorajar mais sequestros. A imprensa do Mali, ainda segundo o jornal, revela que os sequestradores pediam um resgate de 20 milhões de euros. Em abril de 2014, depois da libertação de quatro reféns franceses na Síria, a revista alemã Focus mencionou o pagamento de 13 milhões de euros pelo governo francês, o que foi negado por François Hollande.

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