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Imprensa francesa

Médicos franceses dão início a greve de duas semanas

Funcionários do centro de atendimento do Samu na capital francesa.
Funcionários do centro de atendimento do Samu na capital francesa. AFP/FRANCOIS GUILLOT

É melhor não ficar doente na França nesta época do ano. Este é o aviso estampado no jornal Aujourd'hui en France desta segunda-feira (22) ao informar que os médicos, enfermeiros e profissionais de saúde que trabalham nos serviços de emergência dos hospitais franceses estão em greve a partir de hoje. A paralisação vai durar até o dia 31 de dezembro. A partir de terça-feira (23), os médicos particulares também vão cruzar os braços e fechar seus consultórios.

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Aujourd'hui en France explica que os profissionais do setor que atuam nos pronto-socorros protestam contra cortes no orçamento dos hospitais e o excesso de trabalho. Eles pedem a volta às 48 horas de trabalho semanais e reajuste das horas extras. Já os médicos privados têm uma lista de reivindicações que começa com a retirada de um projeto de reforma do setor que, segundo eles, vai burocratizar a profissão.

Uma das medidas mais polêmicas é a que garante que o paciente não pague diretamente ao médico a consulta que é reembolsada pelo governo e pelos planos de saúde. A medida já é aplicada para as farmácias. Os médicos ainda defendem um aumento de € 23 para € 25 pela consulta, que é tabelada pelo governo.

População apoia a greve

Em entrevista ao jornal, a ministra da Saúde, Marissol Touraine, defende a mudança do modelo e não está disposta a ceder. A greve, segundo ela, não vai deixar os franceses sem atendimento neste final de ano. Segundo o jornal Le Figaro, os franceses apoiam a greve dos médicos. Sondagem do jornal conservador e sempre crítico ao governo aponta que 63% dos entrevistados dizem entender a mobilização dos médicos.

A ministra da Saúde conseguiu um feito inédito ao reunir todos os sindicatos da categoria contra ela, ironiza Le Figaro. Em editorial, o jornal denuncia o conteúdo da lei e o método empregado pela ministra Touraine, que trabalhou na reforma durante dois anos sem ouvir os diversos sindicatos do setor de saúde.
 

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