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Número de desempregados na França bate recorde e alta vai continuar, diz imprensa

A taxa de desemprego na França subiu 0,2% em dezembro de 2014.
A taxa de desemprego na França subiu 0,2% em dezembro de 2014. REUTERS/Benoit Tessier

A nova alta da taxa de desemprego na França em dezembro, revelada na terça-feira (27) pelo governo francês, é o principal destaque dos jornais desta quarta-feira (28). Nunca o país teve tantos desempregados e a situação deve piorar em 2015, prevê a imprensa francesa.

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Mais um ano catastrófico em matéria de desemprego é a constatação do Le Figaro. O jornal conservador lembra que apesar das promessas do governo socialista, o número de pessoas sem trabalho aumentou pelo segundo ano consecutivo. Em dezembro, mais de 8 mil franceses foram demitidos, elevando para quase 190 mil o número de desempregados em 2014.

Na comparação com outros anos, 2014 é o quarto pior desde 1997. Mas com o novo aumento registrado agora, o número de desempregados na França atinge quase 3,5 milhões. Um recorde absoluto.

Le Figaro não perde a oportunidade para publicar novamente a promessa de François Hollande: "se o desemprego não diminuir até 2017, não tenho nenhum motivo para ser candidato ou chance de ser reeleito". O jornal conservador analisa que ao invés da inversão prometida pelo governo, o país vive uma espécie de aceleração ou uma implacável alta do desemprego que deve continuar.

Tendência de alta em 2015

Les Echos explica que o governo francês promete manter intacto seu esforço para reduzir o número de desempregados do país para menos de 3 milhões. Para isso, ele aposta nos resultados do pacto de responsabilidade feito com os empresários e na esperança de uma retomada do crescimento econômico.

Uma ilusão, diz o Les Echos. A previsão de economistas e de institutos governamentais é de que em 2015 o país terá 100 mil novos desempregados. O executivo não tem margem de manobra orçamentária, a volta do crescimento não será suficiente para criar os empregos necessários, uma vez que a população ativa continua a crescer, e as divisões do partido socialista no poder impedem uma reforma ambiciosa e essencial do mercado de trabalho francês.

Medida paliativa, no próximo dia 9 de fevereiro o ministro do Trabalho, François Rebsamen, anuncia um plano de ajuda para às 2,2 milhões de pessoas que estão desempregadas há mais de um ano. O objetivo é reforçar os projetos de formação para que essas pessoas não se afastem definitivamente do mercado de trabalho.

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