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Imprensa

França se compromete a cortar € 4 bilhões nos gastos públicos em 2015

Capa do jornal francês Les Echos desta terça-feira.
Capa do jornal francês Les Echos desta terça-feira. lesechos.fr

Duas boas notícias para a economia francesa são destaque nos jornais desta quinta-feira (26). A Comissão Europeia concordou em conceder mais dois anos suplementares para que o país consiga reduzir o seu déficit público. E o desemprego recuou em janeiro, a maior redução desde 2007.

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A nova meta acordada com Bruxelas é diminuir o rombo para apenas 3% do PIB até 2017. O prazo foi estendido, mas a França vai precisar correr nos próximos três meses para elaborar um plano que mostre como vai conduzir essa redução. Na prática, é preciso reduzir já 0,5% do déficit neste ano – o que significa economizar € 4 bilhões nos gastos públicos até dezembro.

No campo político, o primeiro-ministro Manuel Valls espera que o ultimato da Comissão Europeia ajude o governo a implementar mais reformas como a Lei Macron, aprovada na semana passada, apesar de toda resistência da própria base do Partido Socialista.

O jornal Le Figaro, que é critico ao governo Hollande, diz que só foi necessário pedir mais tempo porque o presidente foi incapaz de fazer reformas estruturais no país. O diário afirma que o recente episódio em que os próprios deputados da base do governo se recusaram a votar a Lei Macron, uma pequena reforma econômica, mostra que é ilusão acreditar que o país conseguirá fazer mais reformas para atingir a meta da Comissão Europeia.

Alívio para Hollande

Já o jornal Les Echos afirma que o novo prazo representa um alívio para François Hollande. Ao menos, o prazo acaba no mesmo ano em que termina o seu governo. O diário ressalta que essa não foi a única boa notícia para o governo.

Os números do desemprego, divulgados ontem, mostram um recuo, com quase 20 mil desempregados a menos em janeiro, o sexto recuo registrado ao longo do governo François Hollande e o maior desde 2007.

Já o jornal Liberation, de esquerda, que costuma ser mais comedido nas críticas ao governo, ignorou o tema do deficit francês em sua edição de hoje.
 

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