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Jornais franceses lembram um ano do sequestro de estudantes nigerianas

Capa do jornal francês Le Figaro desta terça-feira, 14 de abril de 2015.
Capa do jornal francês Le Figaro desta terça-feira, 14 de abril de 2015.

Os jornais desta terça-feira (14) lembram o primeiro ano do sequestro de 276 estudantes nigerianas raptadas pelo grupo extremista Boko Haram em uma escola secundária no interior da Nigéria. A imprensa francesa é unânime: esse crime não pode ser esquecido, porque 219 adolescentes continuam desaparecidas até hoje.

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A tragédia de Chibok, nome do vilarejo africano onde aconteceu o sequestro, continua sem solução. "A Nigéria vive na angústia há um ano", diz indignado o jornal Libération.

Apesar da campanha #BringBackOurGirls (em português Devolvam Nossas Meninas) ter conseguido uma forte mobilização internacional, das 276 estudantes raptadas, 219 continuam desaparecidas, lembra Libération. Essa situação é um pesadelo para as adolescentes que conseguiram fugir dos extremistas, que se sentem culpadas e ansiosas pela falta das amigas, e também para as famílias das vítimas, que nunca mais tiveram notícias das estudantes que continuaram no cativeiro.

Buscas não dão resultado

Libération critica as buscas feitas pelas autoridades nigerianas que não deram em praticamente nada. E afirma que o Boko Haram conseguiu uma vitória: as que fugiram não querem mais voltar para a escola e suas famílias temem o retorno dos extremistas.

Segundo Le Figaro, o paradeiro das adolescentes ainda é um mistério. Autoridades francesas dizem que os radicais islâmicos dividiram as garotas em vários grupos e mudam de acampamento com frequência, para evitar que o Exército nigeriano possa libertá-las. As famílias, que há um ano se reúnem diariamente em um parque da capital do país, Abuja, não conseguem informações sobre as jovens.

As estudantes de Chibok são a ilustração de um problema de insegurança grave na Nigéria. Segundo dados da Anistia Internacional citados pelo Figaro, 2 mil mulheres e adolescentes nigerianas foram sequestradas pelo Boko Haram desde janeiro do ano passado.

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