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França/Resenha da imprensa

Terremoto no Nepal e reeleição de Hollande pautam jornais franceses

Um dos famosos templos da cidade de Bhaktapur (nas cercanias de Katmandu) em ruínas
Um dos famosos templos da cidade de Bhaktapur (nas cercanias de Katmandu) em ruínas REUTERS/Adnan Abidi

As ambições eleitorais do presidente francês, François Hollande, dividem as capas dos jornais desta segunda-feira (27) com os destroços de uma Katmandu devastada pelo maior terremoto que atingiu o Nepal em mais de 80 anos. O tremor de terra começou ao meio dia de sábado, destruiu a capital do país, matou ao menos 3726 pessoas, feriu mais de 6.500. Nas palavras do Libération, "o teto do mundo desabou".

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Ao falar no "teto do mundo", o jornal faz referência ao Monte Everest, o pico mais alto do planeta, com 8850 metros. Nele, assim como em outras das oito maiores montanhas do mundo - todas ficam no Himalaia - o terremoto de 7.8 na escala Richter provocou mega avalanches.

A primavera é a alta temporada das expedições montanhesas no Himalaia e, portanto, os acampamentos estavam cheios. Ainda não se sabe o número de mortos, mas é certo que a maior parte das vítimas naquela região não será de turistas, mas entre os habitantes dos vilarejos ao redor cordilheira. O Libération lembra que, em 2005, um terremoto apenas um pouco mais fraco que o deste fim de semana matou 75 mil pessoas na Caxemira.

Nos povoados, a situação é mais dramática. Membros da ONG SAR Dogs, que participa das operações de resgate, postaram no Twitter: "As cidades de Thulo, Shafru e Shafru Bensi não existem mais". Em Katmandu, onde vivem dois dos 28 milhões de habitantes do país, a maior parte dos habitantes acordou nesta segunda-feira ainda incomunicável e sem energia elétrica.

O jornal Le Figaro conta que, aterrorizadas, as pessoas deixaram suas casas e se instalaram em praças e avenidas. O comércio está todo fechado e o transporte público é "quase inexistente". Locais turísticos, como a torre Dharahara, de 61 metros de altura, foram abaixo, soterrando vários visitantes nos escombros.

O primeiro terremoto, mais forte, durou menos de um minuto, o que fez com que as pessoas não tivessem tempo de se proteger. Por isso, é de se supor que ainda demoremos para ter dimensão dessa tragédia.

François Hollande

Brust, mudando um pouco de assunto, dois jornais falam do desafio do presidente François Hollande para apresentar uma candidatura viável à reeleição em 2017. Sempre crítico do presidente socialista, Le Figaro traz um editorial ácido. Sob o título "Candidato para quê?", o texto elenca as falhas do governo: aumento do desemprego, dos impostos e da dívida pública, além de um grau profundo de decepção do eleitorado socialista que, de acordo com o jornal, engrossou as linhas da Frente Nacional, de extrema-direita, a ponto possivelmente de transformá-lo na principal força política do país.

Para o Aujourd'hui en France, a viabilidade da candidatura de Hollande é condicionada pela reversão no quadro do desemprego. Se não reverter a curva do desemprego - que foi uma de suas promessas de campanha -, o jornal só prevê um caminho para o presidente: a porta de saída.

 

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