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Siria/França

Paris e Londres atacarão Estado Islâmico

Imagem da cidade de Cobane, na fronteira turca, durrante combates em junho de 2015.
Imagem da cidade de Cobane, na fronteira turca, durrante combates em junho de 2015. REUTERS/Murad Sezer

Paris e Londres, estão prontos para irem bombardear os jihadistas do Estado islâmico, lá no seu terreno, em vez de estarem a atacar, apenas, no Iraque. Do seu lado, Moscovo, quer ir ajudar o regime de Damasco.

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Ataques aéreos em massa de aviões da França e do Reino Unidos, contra os jihadistas do Estado islâmico, no seu próprio feudo, é a decisão que estão a Paris e Londres.

Efectivamente, o Presidente francês, François Hollande, estaria a mudar de estratégia, devido à chegada em massa de refugiados e migrantes, à Europa ocidental, vindos em grande parte daSíria, fugindo aos ataques, quer do regime de Damasco, quer dos jihadistas do Estado islâmico.

Segundo o jornal francês LE MONDE, esta mudança de estratégia, privilegia, agora, ataques directos contra o chamado Estado islâmico, que, nas últimas semanas, aumentou os seus ataques contra o regime da Síria, aproximando-se terrivelmente, da capital, Damasco.

Não podemos continuar nesta guerra da maneira como ela vem sendo feita, dizem especialistas próximos do Presidente francês, François Hollande, que decidiu a 24 de setembro de 2014, dar luz verde da entrada da França, na coligação, liderada pelos Estados Unidos, contra o Estado islâmico, no Iraque.

Agora, há que mudar de táctica, e ir atacar os jihadistas, lá onde se encontram, quer dizer, ao longo de toda a faixa fronteiriça comum entre o Iraque e a Síria e o Levante, o que implica, ataques, com soldados em terra e intensificação dos bombardeamentos aéreos, não apenas no Iraque, mas também na Síria.

De notar que Paris, recusou, em setembro de 2014, intervir militarmente, na Síria, depois, de ironicamente, ter defendido ataques contra o regime de Damasco, porque os Estados Unidos estavam contra.

Para já, não houve nem confirmar nem desmentido, por parte do Palácio presidencial do Eliseu, sobre a notícia, avançada pelo vespertino francês de actualidade internacional, LE MONDE, com os conselheiros, a dizer, que haverá, informações sobre esta questão, na conferência de imprensa, que o Presidente François Hollande, dará, esta segunda-feira, 7 de setembro.

Em matéria de reacções, em Paris, o antigo primeiro-ministro francês, Alain Juppé, candidato às primárias no seio do seu partido, os Republicanos, para as eleições presidencias, declarou, este domingo, ser a favor de ataques aéreos da França, contra os jihadistas do Estado islâmico, na Síria, sem estar de acordo, com uma intervenção de tropas no terreno. 

A nível de diplomacia internacional ocidental, também, no quadro desta nova estratégia conjunta, sabe-se, que Londres, defende, igualmente, ataques contra os jihadistas do Estado islâmico, em todo o lado.

O Primeiro-ministro, britânico, David Cameron, está disposto, a apresentar, ao parlamento britânico, Câmara dos Comuns, em outubro, uma proposta, sobre bombardeamentos aéreos britânicos, contra os jihadistas do estado islâmico, na Síria, segundo, noticiou o jornal londrino Times.

Aliás, o ministro da defesa britânica, George Osborne, que participava, nas reuniões do G20, na Turquia, declarou este sábado, 6 de setembro, que chegou altura de "atacar quer o regime criminoso do presidente sírio Bashar Al Assad, quer os terroristas do estado islâmico."

Enfim, dos Estados Unidos, que lideram esta coligação ocidental, no Iraque, o chefe da diplomacia americana, John Kerry, que conversou com o homólogo russo, Lavrov, disse-lhe, que Washington, está preocupado com informações, dando conta de que Moscovo, quer aumentar o seu apoio ao regime do Presidente, Bashar Al-Assad, na Síria.

Do seu lado, o Presidente russo, Vladimir Putin, havia declarado, antes, que Moscovo, ainda, não estava disposto a ir atacar os jihadistas do Estado islâmico, na Síria.

De sublinhar, enfim, que a Rússia, sempre, defendeu e apoiou, militarmente, o regime do Presidente sírio, Assad, na Síria.    

Para analisar toda esta nova geopolítica, a entrevista  do português Ivo Sobral,  Professor de Relações Internacionais e Especialista da Síria, na revista britânica, de Geopolítica, SGRS, Strategy for Geopolitics in Revealing studies, em Londres.

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