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França/Atentados

Um dos 7 terroristas era Ismaïl Omar treinado na Síria

Um carro rebocado no quadro do inquérito da polícia na Bélgica no bairro de Molenbeek a 14 novembro em 2015 nos atentatos sangrentos
Um carro rebocado no quadro do inquérito da polícia na Bélgica no bairro de Molenbeek a 14 novembro em 2015 nos atentatos sangrentos AFP PHOTO / BELGA / JAMES ARTHUR GEKIERE

Já foi identificado um dos 7 terroristas dos atentados de Paris, Ismaïl, Omar Mostefaï, de origem argelina e que de pequeno delinquente vendedor de drogas se radicalizou e foi receber treino militar com o Estado islâmico na Síria.

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Está identificado um dos 7 terroristas que semearam a morte, o medo e o horror, na noite de sexta-feira em Paris e arredores, matando a sangue frio 129 pessoas indefesas: ele chama-se Ismaïl Omar Mostefaï, 29 anos de idade e filho de pai argelino e mãe portuguesa, da região suburbana de Paris, departamento de Essone.

Ismaïl, foi identificado pela polícia criminal de investigação que encontrou um pedaço de um dedo cortado, num dos locais dos atentados, em Paris, precisamente, na sala de concertos de Bataclan. Feita as análises genéticas, chegou-se à conclusão de que o dedo cortado, era de uma das mãos do jovem Ismaîl.

Até agora Ismaïl era conhecido pela polícia francesa como um jovem de pequenas delinquências, cometendo crimes menores como roubo, mas vendida também drogas, e estava registado nos arquivos dos serviços de informações, como alguém com comportamentos desviantes, mas não muito perigoso.

A verdade é que Ismaïl Omar, radicalizou-se desde 2010 e recebia propaganda religiosa, com leitura de passagens dos mais radicais e violentos do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos, endoutrinado por um religioso muçulmano de origem marroquina.

Nesse entretanto, partiu para a Síria, para receber em campos de treinamento dos terroristas do chamado Estado Islâmico, uma formação de comando e de kamikaze. Ele terá passado entre 6 meses a 9 meses, recebendo treino e paticipando na guerra do Estado islâmico e chegou a ser visto igualmente na Turquia.

Depois desta fase de formação de comando, ainda não se sabe ao certo, quando é que Ismaïl regressou a França.

O que se sabe, é que ele foi o kamikaze, de Bataclan, onde foi deixado na noite de sexta-feira, 13 de novembro, por um dos carros da logística dos atentados, sentando-se calmamente entre os clientes do café da sala de concertos de Bataclan, com uma missão para cumprir.

De blusão de marca tinha no interior do vestuário um colete a prova de balas, mas que na verdade estava cheio de explosivos e um cinto em torno da cintura, para num acto de kamikaze, se matar e matar o maior número de pessoas à sua volta.

Era o sinal, para um segundo carro chegar, com um grupo de 3 ou 4 terroristas, que irromperam pela sala de concertos de Bataclan e durante duas horas dispararam com uma frieza total, matando 99 pessoas.

Segundo o inquérito da polícia criminal e de testemunhas que escaparam à morte, o grupo de terroristas, disparava rajadas de kalashnikov e recarregavam as armas, com uma frieza e destreza de profissionais bem treinados, habituados a acções de comando e à guerra.

Segundo os seus próprios slogans, falam da Síria e do Iraque e diziam estar ao serviço de Alá, para punir infiéis e perversos, que passam a vida em bares e discotecas ao som de músicas pecaminosas na cidade de Paris, onde reina a perversidade, o deboche e o álcool.

Caso curioso, é que no momento em que os terroristas entraram na discoteca disparando de maneira coordenada com fogo cruzado, actuava no palco o grupo americano de rock "Eagles of Death metal",  que interpretava a música "Kiss the Devil", Beija o diabo.

Ainda sobre os inquéritos, sabe-se que o irmão Ismaïl, entregou-se de livre vontade a uma estação da polícia, tendo declarado que já tinha relações com irmão e que não tinha nada a ver com os atentados. Ele continua a ser interrogado pela polícia e segundo a lei pode ficar sob custódia policial 4 dias.

Por outro lado, sabe-se que dos 7 terroristas 2 seriam sírio, sabendo que um passaporte sírio foi encontrado no local do crime, que terão entrado na Grécia infiltrados entre os refugiados que chegam à Europa vindos da zona de guerra da Síria e do Iraque.

O carro do segundo grupo de radicais já foi encontrado abandonado em Montreuil, cidade suburbana de Paris, e está a ser analisado pela polícia criminal.

Enfim, já houve também várias prisões, em França e na Bélgica, pois, um dos carros dos terroristas tinha sido alugado por um francês que reside em Bruxelas, capital belga, onde há um bairro conhecido, frequentado por muçulmanos radicais.

Recorda-se que o último balanço dos atentados é de 129 mortos, 352 feridos, 99 dos quais em estado grave.

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