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Revista de Imprensa

PS francês namora centro-direita

Áudio 03:41
Capas dos jornais diários franceses de 17/12/15
Capas dos jornais diários franceses de 17/12/15 RFI

As capas dos jornais franceses continuam a dar grande destaque às reacções sobre as últimas eleições regionais, mas também sobre estratégias dos socialistas para as próximas eleições presidenciais de 2017, em França.LE MONDE, titula os nacionalistas a liderar na Córsega. Autonomistas e independentistas já controlavam desde 17 de outubro a direcção do executivo da Assembleia, agora, com a vitória nas regionais, têm a garantia de conseguir que o nacionalista Gilles Simeoni, seja eleito Presidente do conselho executivo da Córsega, um mini governo da ilha.Com uma maioria na Assembleia regional, os nacionalistas instalarão, igualmente, o independentista, Talamoni, na presidência da assembleia da Córsega, acrescenta LE MONDE.LE FIGARO e AUJOURD'HUI EN FRANCE, ilustram as suas capas com uma mesma fotografia do primeiro-ministro falando aos ouvidos do Presidente, com um ar estóico, e os títulos,  Hollande e Valls, à procura duma salvação à direita, segundo LE FIGARO, e o plano que têm para dinamitar a direita, replica AUJOURD’HUI.Hollande e Valls, estão dispostos a tirar proveito da divisão da direita republicana para enfraquecê-la, ainda mais, até às presidenciais de 2017, sublinha AUJOURD'HUI EN FRANCE.Por seu lado LE FIGARO, sublinha que o duo executivo quer acreditar na possibilidade duma recomposição política e multiplica apelos discretos à ala centro-direita. Aliás no seu editorial, LE FIGARO intitulado, a  dança do centro, pergunta: Para quê? Um socialista permance socialista e quanto ao centrista tem geralmente uma audiência prudente e na maior parte das vezes um sentido de compromisso frouxo, nota o editorial do FIGARO.O destaque internacional do LIBÉRATION, vai para os Estados unidos, titulando, Trump, o outro Le Pen. Populista e racista o aspirante candidato republicano à Casa Branca, continua a liderar todas as sondagens.Enfim, é o mesmo LIBÉRATION, que sobre a África, destaca DAESH, na Líbia, para explicar que a guerra entre os dois poderes concorrentes de Trípoli e Tobruk, é propícia para o grupo terrorista estado islâmico, progredir e reforçar a sua presença, com outros jihadistas, na Líbia. 

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